Pressão dos bancos marca 11º dia de greve

Três maiores instituições privadas do país tentaram incentivar os funcionários a furar o movimento

O décimo primeiro dia de greve dos bancários foi marcado por uma pressão dos três maiores bancos privados do país (Santander, Bradesco e Itaú) contra os funcionários que aderiram ao movimento. De acordo com Douglas Yamagata, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, as diretorias regionais tentaram intimidar os trabalhadores, incentivando-os a furar a greve. “Apesar dessa postura lamentável dos bancos, o movimento saiu vitorioso e o número de agências fechadas na região se manteve inalterado em relação à quinta-feira”, afirma.

Na quinta-feira à noite, a negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários terminou sem sucesso, uma vez que a entidade que representa os bancos não apresentou uma nova oferta de reajuste. “Eles tentaram forçar a categoria a aceitar um aumento de 7% nos salários, o que não cobre sequer as perdas com a inflação. Essa proposta é inadmissível diante da lucratividade dos bancos, que faturaram R$ 30 bilhões em apenas seis meses, considerando apenas os cinco maiores”, ressalta Yamagata.

Em relação à pressão dos bancos, o sindicato orienta os trabalhadores a se manterem unidos e a não se sentirem intimidados. “Somente com a união da categoria é que vamos sair vitoriosos da campanha”, completa o presidente do sindicato local.

Reivindicações

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real), além de melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. Mais informações no site do sindicato (www.bancariosjundiai.com.br).

Proposta da Fenaban rejeitada na mesa de negociação do dia 09/09

Reajuste de 7% (representa perda de 2,39% para os bancários em relação à inflação de 9,62%).

Abono de R$ 3.300,00 (parcela única, não incorporado aos salários).

Piso portaria após 90 dias – R$ 1.474,05.

Piso escritório após 90 dias – R$ 2.114,43.

Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.856,31 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).

PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 2.163,31, limitado a R$ 11.605,13. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.531,27.

PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.326,63.

Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.297,99, limitado a R$ 6.963,08 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.163,31.

Auxílio-refeição – R$ 31,71.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 525,96.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 422,33.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 361,30.

Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício).

Gratificação de compensador de cheques – R$ 164,12.

Requalificação profissional – R$ 1.444,18.

Auxílio-funeral – R$ 966,02.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 144.500,53.

Ajuda deslocamento noturno – R$ 101,15.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região

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