Novas adesões na Vila Arens fortalecem o movimento em Jundiaí

Sindicato deve intensificar greve nos próximos dias

Nove dias após o início da greve dos bancários em todo o Brasil, a paralisação segue ganhando força em Jundiaí. Nesta quarta-feira (14), as agências localizadas na Vila Arens que ainda estavam abertas aderiram à campanha e fecharam as portas, elevando o número de unidades paralisadas na cidade para 53. Nos nove municípios que formam a regional de Jundiaí do sindicato, 87 das 120 agências estão sem atendimento.

A negociação realizada na noite de terça-feira entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários terminou sem sucesso, uma vez que a entidade que representa os bancos manteve a proposta de reajuste de apenas 7% nos salários e nos vales alimentação e refeição. “Infelizmente a Fenaban manteve a mesma oferta, que não atende às nossas expectativas. Esperamos que na negociação agendada para amanhã possa haver avanços. Desta forma, estamos intensificando a greve em toda a Região”, destacou Douglas Yamagata, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região.

Em Jundiaí, até esta quarta-feira, os clientes ainda encontravam agências abertas nos bairros Eloy Chaves (Bradesco), Hortolândia (Santander e Itaú) e Avenida 9 de Julho (Itaú e Bradesco). Uma agência do Santander no Centro (2014) também funcionou hoje. Não há garantia de que essas mesmas agências estarão abertas amanhã. A próxima rodada de negociação será realizada nesta quinta-feira (15), às 16h, em São Paulo. A greve continua em todo o Brasil.

Segurança

Em função da greve, muitos clientes estão buscando alternativas para realizar o pagamento de suas contas e as agências dos Correios são uma das opções. Hoje, o sindicato local recebeu informações sobre a ocorrência de um assalto na agência dos Correios próximo ao Terminal Central de Jundiaí. “Por conta disso, fazemos um apelo às forças de segurança para que intensifique os trabalhos nas regiões de maior movimento a fim de garantir a segurança dos funcionários dos Correios e também dos clientes”, ressaltou Yamagata.

Reivindicações

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real), além de melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. Mais informações no site do sindicato (www.bancariosjundiai.com.br).

Proposta dos bancos rejeitada na mesa de negociação do dia 09/09

Reajuste de 7% (representa perda de 2,39% para os bancários em relação à inflação de 9,62%).

Abono de R$ 3.300,00 (parcela única, não incorporado aos salários).

Piso portaria após 90 dias – R$ 1.474,05.

Piso escritório após 90 dias – R$ 2.114,43.

Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.856,31 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).

PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 2.163,31, limitado a R$ 11.605,13. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.531,27.

PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.326,63.

Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.297,99, limitado a R$ 6.963,08 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.163,31.

Auxílio-refeição – R$ 31,71.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 525,96.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 422,33.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 361,30.

Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício).

Gratificação de compensador de cheques – R$ 164,12.

Requalificação profissional – R$ 1.444,18.

Auxílio-funeral – R$ 966,02.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 144.500,53.

Ajuda deslocamento noturno – R$ 101,15.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região

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