Uma parte da luta por respeito, dignidade e direitos das pessoas LGBTQIA+ se relaciona com a visibilidade. Não há como garantir direitos para quem não sabemos que existe. Esse é um dos motivos pelos quais aquilo que um dia foi conhecido como “movimento gay” foi ganhando novas letras.
Algo semelhante aconteceu com o movimento feminista: Logo cedo as mulheres que faziam parte dos grupos que lutavam pela igualdade e pelos diretos notaram que havia diferenças entre elas: de classe social, raça e orientação sexual, por exemplo.
Conhecer as diferenças é fundamental para compreender as necessidades de cada segmento e estabelecer as pautas da luta.
Preparamos um pequeno “beabá” das muitas letras que formam a sigla LGBTQIAPN+. Ao final você encontra caminhos para ampliar seu conhecimento!
“L” Lésbicas
São do gênero feminino e sentem atração sexual e/ou afetiva por pessoas que também são do gênero feminino.
“G” Gay
São do gênero masculino e sentem atração por quem também é do gênero masculino.
“B” Bissexual
Podem ser do gênero feminino ou masculino e sentem atração afetiva e/ou sexual por pessoas de ambos os gêneros.
“T” Trans
Transexuais tem uma identidade de gênero diferente do sexo designado no nascimento.
Travesti é quem ao nascer foi designada do sexo masculino ou intersexual e se identifica com o gênero feminino, construindo assim sua identidade de gênero.
Transgênero é quem não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído pela sociedade, assim, por exemplo, transexuais e travestis são também transgêneros.
“Q” Queer
É uma palavra que veio do inglês “estranho” e usada por algumas pessoas, especialmente mais jovens, para expressar sua rejeição à heterocisnormatividade.
Heterocisnormatividade = normas sociais formais ou informais que “determinam” que o único modo legítimo de existir seria aquele das pessoas cisgêro (que vivem de acordo com o gênero declarado ao nascimento) e heterossexuais (que se relacionam afetiva e sexualmente com pessoas de outro gênero).
“I” Intersexual
São pessoas que nasceram com características biológicas que podem ser tanto do gênero feminino quanto masculino. Outrora eram chamadas de “hemafrodida”, mas esse termo não é mais usado por ser considerado ofensivo.
“A”
Assexuais, que não sentem atração sexual por outras pessoas, embora possam ter relacionamentos afetivos.
Andróginos, quem assume uma postura social (expressão de gênero), por vezes relacionada à vestimenta, comum a ambos os gêneros.
Agêneros, que não se identificam com nenhum dos gêneros.
“+”
Inclui a diversidade das identidades e expressões de gênero e sexuais que já conhecemos (e ainda vamos conhecer).
Pansexual é quem tem atração afetiva ou sexual por todas as identidades de gênero ou sexo.
Não bináries não se identificam com nenhum dos gêneros e usam esse termo como posicionamento político contra o normativismo binário do masculino-feminino.
Drag Queen e Drag King, é uma expressão de gênero. São pessoas que se produzem artisticamente de modo oposto ao seu gênero.
Outra expressão de gênero são chamadas de crossdresser, que gostam de usar roupas ou adereços do gênero oposto.
Algumas dessas “letras” estão relacionadas à orientação afetiva e sexual (L, G, B, P por exemplo), outras com a identidade de gênero (T, N, I, Drags). No “A” temos grupos relacionados à identidade de gênero, no caso de andróginos e agêneros, e também orientação sexual, como assexuais.
Quer saber mais sobre orientação afetiva e sexual e identidade de gênero? Acesse aqui.