Movimento ganha força com o fechamento de quatro agências em Jordanésia
Após 14 dias de paralisação, 93 das 120 agências bancárias de Jundiaí e Região aderiram ao movimento, número considerado expressivo pelo presidente do Sindicato dos Bancários local, Douglas Yamagata. “Apesar da pressão das diretorias regionais dos bancos sobre os funcionários, nós estamos conseguindo manter a categoria unida. Nesta segunda-feira, gerentes de agências do Bradesco e Itau chegaram a tentar abrir unidades, mas não obtiveram sucesso”, comenta.
De acordo com Yamagata, o sindicato deve intensificar os trabalhos em cidades vizinhas a Jundiaí, como Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu e Várzea Paulista. O representante da categoria na Região lembra que não há data marcada para uma nova rodada de negociações. “Esperamos que a Fenaban convide o Comando Nacional dos Bancários esta semana e traga uma oferta que atenda aos interesses dos trabalhadores. O que nos foi apresentado até agora – 7% de reajuste – não cobre sequer as perdas com a inflação”, ressalta Yamagata.
Em Jundiaí, 55 agências estavam fechadas até o fim da tarde desta segunda-feira. Os clientes ainda encontram unidades com atendimento no Maxi Shopping (Bradesco), avenida 9 de Julho (Itaú), Chácara Urbana (Itaú Personalité), Eloy Chaves (Bradesco), Caxambu (Itaú), Vila Rami (Itaú) e no Paço Municipal (Bradesco). Segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a greve já atinge quase 13 mil agências e 52 centros administrativos em todo o Brasil.
Reivindicações
Entre as reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real), além de melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. Mais informações no site do sindicato (www.bancariosjundiai.com.br).
Proposta da Fenaban rejeitada na mesa de negociação do dia 09/09
Reajuste de 7% (representa perda de 2,39% para os bancários em relação à inflação de 9,62%).
Abono de R$ 3.300,00 (parcela única, não incorporado aos salários).
Piso portaria após 90 dias – R$ 1.474,05.
Piso escritório após 90 dias – R$ 2.114,43.
Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.856,31 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).
PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 2.163,31, limitado a R$ 11.605,13. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.531,27.
PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.326,63.
Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.297,99, limitado a R$ 6.963,08 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.163,31.
Auxílio-refeição – R$ 31,71.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 525,96.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 422,33.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 361,30.
Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício).
Gratificação de compensador de cheques – R$ 164,12.
Requalificação profissional – R$ 1.444,18.
Auxílio-funeral – R$ 966,02.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 144.500,53.
Ajuda deslocamento noturno – R$ 101,15.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região