Fenaban mantém proposta rebaixada e greve continua

Sindicato local entende como frustrante a postura dos bancos, que se recusam a cobrir pelo menos as perdas com a inflação

O presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Douglas Yamagata, classificou como “frustrante” a postura da Fenaban durante os dois dias de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, em São Paulo. “Eles (os bancos) mantiveram a proposta de reajuste de 7%, que não cobre sequer a inflação do período. Além disso, a Fenaban não apresentou nenhuma proposta no que se refere à melhoria nas condições de trabalho”, destacou. A oferta foi rejeitada na mesa pelo Comando.

De acordo com Yamagata, não há previsão de quando uma nova negociação será realizada. “A perspectiva é de que a greve seja intensificada nos próximos dias”, afirmou. Ele lembrou que os bancários são a categoria responsável pelo maior número de afastamentos no INSS por conta de problemas psicológicos causados pela pressão constante dos bancos pelo cumprimento de metas. “Isso sem falar no perigo que os funcionários correm diariamente. Casos de sequestro de bancários e de familiares são cada vez mais frequentes”, ressaltou.

O presidente lamentou, ainda, a postura do banco Itaú, que vem pressionando os seus gestores a furarem a greve. Após 24 dias de campanha, o número de agências fechadas na Região de Jundiaí se manteve em 112 nesta quinta-feira, sendo 58 em Jundiaí. Só é possível encontrar agências abertas no Caxambu (Itaú), Maxi Shopping (Bradesco) e Vila Rami (Itaú). Em Várzea Paulista, a agência do Itaú segue aberta. Em Jarinu também é possível encontrar atendimento.

Reivindicações

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real), além de melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. Mais informações no site do sindicato (www.bancariosjundiai.com.br).

Principais reivindicações dos bancários:

Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.

PLR: 3 salários mais R$8.317,90.

Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).

Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.

13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região

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