Em Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato não há agências abertas; nova rodada de negociação ocorre nesta terça-feira
O número total de agências bancárias paralisadas na Região de Jundiaí chegou a 81 nesta segunda-feira, 7º dia de greve do setor em todo o Brasil. O movimento ganhou força especialmente nas cidades de Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato, onde todas as agências estão fechadas. A tendência é de mais adesões nos próximos dias, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários local, Douglas Yamagata. “O trabalho de conscientização dos funcionários tem sido intenso e a aceitação vem sendo positiva”, comentou.
Em Jundiaí, são 46 agências sem atendimento, segundo dados do sindicato. Os clientes do sistema bancário ainda encontram algumas unidades abertas na cidade nos bairros Eloy Chaves, Hortolândia e Ponte São João, além da avenida Nove de Julho. O sindicato local representa cerca de 2,5 mil trabalhadores em 120 agências de nove cidades da Região de Jundiaí.
Uma nova rodada de negociação será realizada nesta terça-feira, às 14h, em São Paulo. A expectativa do representante da categoria na Região é de uma proposta melhor da Fenaban. “O índice oferecido na última proposta continua abaixo da inflação, sem contar que outras questões, como emprego e condições de trabalho, não tiveram avanços. Esperamos os bancos apresentem algo mais satisfatório a toda a categoria”, ressaltou Yamagata.
Na reunião da última sexta-feira, a Fenaban ofereceu um reajuste de apenas 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. A proposta foi considerada por Yamagata como “frustrante”.
Reivindicações
Entre as reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real), além de melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. Mais informações no site do sindicato (www.bancariosjundiai.com.br).
Proposta dos bancos rejeitada na mesa de negociação
Reajuste de 7% (representa perda de 2,39% para os bancários em relação à inflação de 9,62%).
Abono de R$ 3.300,00 (parcela única, não incorporado aos salários).
Piso portaria após 90 dias – R$ 1.474,05.
Piso escritório após 90 dias – R$ 2.114,43.
Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.856,31 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).
PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 2.163,31, limitado a R$ 11.605,13. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.531,27.
PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.326,63.
Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.297,99, limitado a R$ 6.963,08 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.163,31.
Auxílio-refeição – R$ 31,71.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 525,96.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 422,33.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 361,30.
Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício).
Gratificação de compensador de cheques – R$ 164,12.
Requalificação profissional – R$ 1.444,18.
Auxílio-funeral – R$ 966,02.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 144.500,53.
Ajuda deslocamento noturno – R$ 101,15.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região