Adesão de agências da Ponte São João amplia alcance da greve em Jundiaí

Paralisação continua nesta quarta-feira independente do resultado da negociação de hoje, afirma sindicato

A greve dos bancários ganhou força em Jundiaí nesta terça-feira com a adesão dos trabalhadores das agências localizadas no bairro Ponte São João. Depois de oito dias de paralisação, o número de agências fechadas na Região chegou a 84, sendo 49 apenas em Jundiaí. Agora, apenas os bairros Hortolândia, Eloy Chaves e Vila Arens ainda contam com agências abertas, além da avenida Jundiaí.

Uma nova rodade de negociação teve início às 14h desta terça-feira, mas, até o momento, nenhuma proposta foi apresentada pelos bancos. O presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Douglas Yamagata, explica que, independente do resultado da reunião, a paralisação continua amanhã. “Caso a Fenaban apresente uma proposta que o Comando Nacional dos Bancários entenda como discutível, as informações serão passadas para os Sindicatos para serem apresentadas em assembleias com os trabalhadores. Só após a aprovação nas assembleias é que decidiremos sobre o rumo da nossa campanha”.

Na reunião da última sexta-feira, a Fenaban ofereceu um reajuste de apenas 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. A proposta foi rejeitada na mesa pelo Comando Nacional dos Bancários. O sindicato local representa cerca de 2,5 mil trabalhadores de 120 agências em nove cidades da Região de Jundiaí.

Reivindicações

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real), além de melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. Mais informações no site do sindicato (www.bancariosjundiai.com.br).

Proposta dos bancos rejeitada na mesa de negociação do dia 09/09

Reajuste de 7% (representa perda de 2,39% para os bancários em relação à inflação de 9,62%).

Abono de R$ 3.300,00 (parcela única, não incorporado aos salários).

Piso portaria após 90 dias – R$ 1.474,05.

Piso escritório após 90 dias – R$ 2.114,43.

Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.856,31 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).

PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 2.163,31, limitado a R$ 11.605,13. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.531,27.

PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.326,63.

Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.297,99, limitado a R$ 6.963,08 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.163,31.

Auxílio-refeição – R$ 31,71.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 525,96.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 422,33.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 361,30.

Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício).

Gratificação de compensador de cheques – R$ 164,12.

Requalificação profissional – R$ 1.444,18.

Auxílio-funeral – R$ 966,02.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 144.500,53.

Ajuda deslocamento noturno – R$ 101,15.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região

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