Assembleia Nacional, chamada pelas centrais sindicais, reúne milhares no centro da capital paulista para protestar contra projeto do governo que vai tornar a aposentadoria um sonho impossível para os trabalhadores.

Movimento Sindical Unificado de Jundiaí e região também participou do ato.

 

Bancários, químicos, metalúrgicos, professores, servidores públicos… Diversas categorias estão reunidas na manhã desta quarta-feira 20, na Praça da Sé, centro da capital paulista, para protestar contra o projeto de reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que vai tornar a aposentadoria um sonho impossível para os brasileiros.

A Assembleia Nacional na Sé foi chamada pelas centrais sindicais (CUT, Força Sindical, Intersindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB) para organizar a mobilização e resistência da classe trabalhadora contra a PEC (proposta de emenda constitucional) que está sendo apresentada pelo governo, também na manhã desta quarta-feira 20, ao Congresso Nacional.

O Movimento Sindical Unificado de Jundiaí e região também participou do ato com a presença do Sindicato dos Bancários, Gráficos e Associação dos Aposentados. (veja live e entrevistas com Paulo Malerba, Douglas Yamagata e demais dirigentes sindicais da região)

A proposta de reforma da Previdência do governo eleva as idades mínimas de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres e estabelece o mínimo de 20 anos de contribuição. Também acaba com as aposentadorias por tempo de contribuição, após um período de transição. E para ter direito ao benefício integral será preciso contribuir por 40 anos.

A Proposta de Emenda à Constituição também prevê a implantação de regime de capitalização individual, no qual cada trabalhador terá de administrar sua poupança para a aposentadoria. As regras desse novo sistema dependerão da aprovação de lei complementar.

Atualmente pode-se aposentar ao alcançar 60 anos, no caso das mulheres, e 65 anos, para homens, com 15 anos de contribuição. E para a aposentadoria por tempo de contribuição, não é requerida idade mínima: as mulheres precisam ter contribuído por 30 anos e os homens por 35 anos.

Calendário de mobilizações

Durante a assembleia foi tirado um calendário de lutas que prevê, além de atos públicos, mobilização nos locais de trabalho e nos bairros de todos os municípios do País. O objetivo é dialogar com toda a população e esclarecer as consequências nefastas das propostas apresentadas por Bolsonaro.

“Na convocação de grandes atos unitários, destacamos o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, e o 1º de Maio, Dia do Trabalhador”, diz trecho do documento aprovado pelos trabalhadores na Assembleia Nacional.

Além disso, foi deliberado “a realização de um dia nacional de lutas e mobilizações em defesa da Previdência Social Pública e contra o fim da aposentadoria, em data a ser estabelecida pelas centrais sindicais, como parte da Jornada Nacional de Lutas em defesa da Seguridade e a Previdência Social”.

Afeta quem mais precisa

O presidente da CUT, bancário Vagner Freitas fez um alerta para a categoria: “O que é importante que o trabalhador e trabalhadora bancária vejam é que eles não estão reformando a Previdência, eles estão acabando com seu direito de se aposentar. E estçao acabando com outros direitos como o auxílio-doença. Eles também querem acabar com o conceito de solidariedade da Previdência Social, para criar a capitalização: o trabalhador teria que contribuir com um tanto e o patrão com um tanto para uma conta individual. Ou seja, você deixaria de contribuir para uma conta geral da Previdência, que inclui além da aposentadoria outros benefícios trabalhistas [como auxílio-doença, acidente, licença-maternidade], para contribuir com um fundo de poupança individual, isso se você conseguir. Como você vai contribuir com uma poupança individual se o seu salário está acabando na metade do mês? E a maioria dos trabalhadores que não tem emprego formal? Junto com isso, querem criar a carteira verde e amarela, para empregos sem direitos, (…) No Chile eles fizeram isso [capitalização], e os aposentados estão morrendo nos bancos das praças.”

Confira a resolução aprovada na íntegra.

Confira na ‘Live da Seeb Jundiaí” os depoimentos de Paulo Malerba e Douglas Yamaga, presidente e secretário geral do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, além de Leandro Rodrigues, presidente dos gráficos e Raimundo Nonato do PT de Cajamar.

 

 

Posted by Movimento Sindical Unificado de Jundiaí e Região on Wednesday, February 20, 2019

 

fonte: Seeb SP

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