Trabalhadores de bancos privados de Jundiaí e região votam pelo fim da greve

IMG_0397Votação aconteceu em assembleia na manhã desta segunda-feira (26). Trabalhadores de bancos públicos votam às 16 horas de hoje

Em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (26), no Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, trabalhadores dos bancos privados votaram pelo encerramento da greve, que chegou a seu 21º dia. 78% dos trabalhadores votaram a favor da proposta, 20% rejeitaram e 2% votaram nulo.  A decisão se deu após a nova proposta da Fenaban, em negociação realizada no último sábado (24), que ofereceu reajuste salarial de 10%. Os trabalhadores dos bancos públicos da região participam hoje de assembleia às 16 horas, também na sede do Sindicato, para votar pelo fim ou continuidade do movimento.

O presidente do Sindicato, Douglas Yamagata, disse que o resultado das negociações é uma vitória para os bancários e a derrota dos banqueiros que desde o início se mostraram intransigentes com as reivindicações da categoria. “Sem dúvida, foi uma vitória surpreendente. Mostramos que de fato nossa categoria é uma das mais fortes e mobilizadas do país. E temos certeza de que essa vitória servirá de modelo para outros trabalhadores irem à luta por seus direitos, porque exploração não tem perdão”.

Com o novo índice, em 12 anos de luta, a categoria vai acumular 20,83% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos. O vale refeição será de R$ 29,64 por dia, com reajuste de 14% e 3,75% de ganho real. “Isso tudo é fruto da nossa luta, porque nunca nos foi dado nada sem que precisássemos reivindicar muito”, lembra Douglas.

Gerson Pereira, secretário de Comunicação da Contraf, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, estava presente à assembleia e lembrou da dificuldade nas negociações com os banqueiros pressionando pelo retrocesso dos índices. “Não foi fácil. Mas derrotamos os banqueiros na mesa quando não aceitamos o abono e exigimos o aumento real. Vamos nos organizar para fortalecer ainda mais nosso movimento nos próximos anos”.

Com a votação pelo fim da greve, que teve início no dia 6 de outubro, os bancos privados já voltam a funcionar nesta segunda-feira.

Exemplo de mobilização

De acordo com Douglas, Jundiaí e região foi um exemplo de mobilização para o país. Mais de 120 agências ficaram paralisadas, atingindo quase 100% de adesão. “Temos muito orgulho da categoria na região, porque atingimos o maior número de agências em menor tempo, já que em 2013 só alcançamos esse número no 23º dia de mobilização. Sem dúvida, foi a maior greve dos últimos anos”, disse o presidente. “Temos a responsabilidade de assegurar que nossa categoria seja vitoriosa porque somos exemplo para toda a classe trabalhadora do país”.

O presidente lembra que o Sindicato fez questão de manter algumas agências abertas, a exemplo dos bancos Bradesco e Itaú, para facilitar o atendimento ao cliente.

Histórico

Douglas passou uma cronologia da Campanha Salarial 2015, que se iniciou antes da data-base, em setembro, com consultas e conferências e a montagem da pauta de reivindicações, com a minuta que foi entregue em agosto. Após cinco rodadas de negociações divididas por temas, foi deflagrada a greve no dia 6 de outubro. “O ideal é que os patrões entrassem num consenso e atendessem todas as reivindicações. Mas houve o argumento da crise, com a pressão da mídia, desqualificando nossa categoria para não nos dar aumento real, justamente porque somos parâmetro para a classe trabalhadora. E na primeira proposta vieram com o índice absurdo de 5,5%. Era imprescindível que conseguíssemos alcançar pelo menos a inflação, porque, se aceitássemos, seria uma perda imensa”, conclui.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região

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