Isso é BRA :/
Funcionária do Bradesco é demitida doente após 27 anos de trabalho
Uma funcionária de uma agência do Bradesco da região foi demitida doente e próxima à fase da pré-aposentadoria. Em decorrência de muito trabalho e pressão por metas a bancária desenvolveu transtorno mental com ansiedade, medo, depressão e pânico. O banco a demitiu e se negava a negociar a reintegração. No entanto, o Sindicato, ao tomar conhecimento do caso, encaminhou a funcionária para o médico do trabalho que diagnosticou a doença profissional, confirmada em seguida pelo médico perito do INSS. Desta forma, o banco teve que acatar a reintegração, ficando claro que perderia a ação num provável processo judicial.
Atualmente a funcionária permanece em tratamento médico e, tão logo obtenha alta, assumirá sua antiga função no banco. Essa é mais uma vitória da classe trabalhadora. De acordo com o diretor Natal, a reintegração só foi possível por conta da denúncia. “Só pudemos atuar por conta da denúncia. Muitas vezes o trabalhador tem prejuízo por medo do preconceito e acaba perdendo anos de direitos conquistados. Por isso a importância de procurar um médico, guardar os comprovantes e procurar o Sindicato”, conclui.
Bradesco também demite funcionários vítimas de sequestro
O Bradesco vai além em seu papel de vilão não só demitindo funcionários doentes e prestes a se aposentar, mas também dando o pé em quem passa o terror de um sequestro. No ano passado o banco demitiu um funcionário da agência de Francisco Morato que foi obrigado a retirar dinheiro dos caixas de auto-atendimento e teve o filho sequestrado. “Ao demitir esse funcionário, que passou por um pesadelo e terá um trauma por toda a vida, os banqueiros mostram não ter a mínima consideração pela vida de seus funcionários e de suas famílias”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Douglas Yamagata. Segundo ele, na última Campanha Nacional, ficou acordado que os funcionários vítimas de sequestro poderiam ser realocados para outras agências. “Lembramos também que não foi feito exame psicológico e nem emitida a CAT, que são procedimentos padrões para casos como este. É simplesmente imoral a atitude do banco, que ao invés de auxiliar o funcionário neste momento tão difícil, simplesmente o demite sem se responsabilizar pelos danos que possam ter ocorrido ao funcionário”, contesta o presidente, acrescentando que é obrigação do banco estudar formas de segurança para evitar casos como este. “O que não pode é trabalhador ficar refém desta situação”.