Sindicato pede inclusão de bancários como grupo prioritário no Plano de Imunização da região

Única prefeitura a responder foi a de Jundiaí. Ofício informa que vacinas ofertadas não são suficientes

 

Desde o início da pandemia, os bancários e seus sindicatos têm lutado para que a categoria seja reconhecida como grupo prioritário na imunização nacional, haja vista seus trabalhadores estarem na linha de frente no atendimento à população nas agências de todo o país.

Seguindo a linha da Contraf-CUT, que encaminhou ofício ao Ministério da Saúde, e da Fetec-CUT/SP, que fez pedido ao Governo do Estado, o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região tem feito essa solicitação em nível municipal nas nove cidades que compõem a sua base.

Por ora, apenas a prefeitura de Jundiaí respondeu ao ofício encaminhado no dia 25 de março, solicitando que os bancários sejam contemplados como trabalhadores de serviço prioritário. ‘’Mesmo sabendo se tratar de uma doença letal e altamente contagiosa, as agências não podem parar, ainda que estejam oferecendo somente os serviços essenciais’’, lembra Paulo Malerba, presidente do Sindicato. ‘’Muitos bancários já foram contaminados, outros morreram, e com a nova variante nossa preocupação é ainda maior, haja vista que, nesse momento, além de benefícios como aposentadoria e pensão, os trabalhadores ficam mais expostos com o pagamento do auxílio emergencial’’, informa.

A prefeitura de Jundiaí, por meio da Secretaria de Saúde, informa que a categoria não está contemplada como prioritária no Plano Nacional de Imunização e que o Ministério da Saúde tem fornecido as vacinas de forma gradual. O ofício da Prefeitura destaca que a cidade ainda conta com um déficit de profissionais da Saúde ainda não vacinados. ‘’O Município vem pleiteando junto ao Governo Estadual a reavaliação do quantitativo de vacinas ofertado, visando contemplar todos os profissionais mais expostos à ação da Covid19’’, informa o ofício.

Paulo Malerba disse que a direção do Sindicato compreende a situação e que, sem dúvida, esse atraso é decorrente da total falta de planejamento do governo federal que se negou a negociar a compra das vacinas logo que começaram a ser fabricadas, resultando em milhares de mortes em todo o país.

Apoios e abaixo-assinado

Além dos ofícios já encaminhados a órgãos públicos, pedindo que os bancários sejam tratados como prioridade, – assim como deve ser com trabalhadores de outros segmentos que estão na linha de frente -, a categoria também tem recebido o apoio de parlamentares de vários estados e está circulando um abaixo-assinado virtual em todo o Brasil para fortalecer o movimento.

‘’Nesse momento, nossos esforços estão totalmente voltados para proteger a categoria. Já avançamos bastante conseguindo que os bancos atendam às solicitações de ofertar EPIs, como máscaras e álcool gel, colocar os grupos de risco em home office e fechar as agências para higienização em casos suspeitos ou confirmados. Mas a única forma de realmente conseguirmos garantia de proteção é com a vacinação desses trabalhadores. E por isso vamos continuar nessa luta até que todos estejam imunizados. Nossa categoria está na linha de frente e deve ser tratada com o cuidado e respeito que merece’’, conclui Malerba.

Confira o abaixo-assinado em https://bit.ly/3u9BvCV

 

Bancários fazem abaixo-assinado por prioridade na vacina

 

fonte SEEB Jundiaí

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