Sindicato participa da 2ª Oficina Nacional de Formação de Formadores da CUT

Entre os dias 10 e 13 de março, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou, em São Paulo, a 2ª Oficina Nacional de Planejamento do Projeto Formação de Formadores e Formadoras Sindicais. O evento reuniu dirigentes de todo o país para debater os desafios da formação política diante das transformações no mundo do trabalho e da conjuntura nacional.

Nosso sindicato foi representado por Juliana Martinelli, funcionária do Banco do Brasil e dirigente sindical, que acompanhou os debates sobre o papel estratégico da formação na disputa de valores e na organização da classe trabalhadora.

Formação como instrumento de luta

A mesa de debate “O papel da formação na estratégia da CUT e a disputa da hegemonia” contou com a participação de Fausto Augusto Junior (presidente do Conselho Nacional do SESI) e Maria das Graças Costa (secretária de Organização e Política Sindical da CUT). Graça destacou que a extrema direita tem avançado no campo simbólico, disputando sentimentos e consciências no cotidiano da sociedade, o que torna a formação política ainda mais decisiva.

“É através da formação que também podemos conquistar mentes e corações”, afirmou a dirigente, ressaltando a importância de fortalecer redes de formação para enfrentar os desafios políticos de 2026.

Fausto Augusto Junior, por sua vez, resgatou a história da formação profissional no Brasil e sua relação com o movimento sindical. Segundo ele, desde os anos 1920, a educação tem sido um campo central de disputa entre diferentes projetos de sociedade.

“A educação ocupa hoje um lugar central na disputa política e ideológica. Não é à toa que setores da extrema direita atacam frontalmente a figura do professor e a escola pública”, avaliou.

Novos caminhos do trabalho e organização popular

Outro tema central da oficina foi o debate sobre as transformações no mundo do trabalho, abordando informalidade, pejotização e a organização de novas categorias. Uma roda de experiências reuniu representantes de trabalhadores ambulantes, domésticos, por aplicativo e da economia solidária.

Juliano Fripp, diretor da União Nacional dos Camelôs, Ambulantes e Feirantes do Brasil (UNICAB), criticou a lógica do MEI, que formaliza o trabalhador sem garantir espaço para atuação. Edna Souza Machado Simão, da Associação de Trabalhadores em Domicílio (ATEMDO), defendeu o reconhecimento de categorias historicamente invisibilizadas, como costureiras e artesãs que produzem em casa.

Carlos Cavalcanti, do SINTAT/RN, relatou a experiência de organização dos motoristas por aplicativo, que mesmo na informalidade construíram uma entidade representativa. Julia Aguiar, do Levante Popular da Juventude, alertou para os impactos da precarização sobre os jovens e a importância de novas formas de diálogo com essa geração.

A mediadora Rosane Bertotti, secretária de Formação da CUT, encerrou reafirmando que o movimento sindical deve organizar toda a classe trabalhadora, independentemente da forma de trabalho: “Onde tem trabalhador, tem organização sindical e deve ter a representação da CUT.”

Compromisso com a formação

A participação de Juliana Martinelli na oficina reforça o compromisso do nosso sindicato com a formação política como ferramenta essencial para fortalecer a luta sindical, qualificar dirigentes e ampliar a capacidade de diálogo com a base e com a sociedade.

Seguimos investindo na formação para enfrentar os desafios de 2026 e construir um futuro com mais direitos, justiça e democracia para a classe trabalhadora.

Com informações da CUT Brasil

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