Sindicato cobra do Itaú negociação sobre plano de saúde para ativos e aposentados

Banco está exigindo dos aposentados a devolução dos valores das mensalidades que foram reduzidos via Justiça e chegam a R$ 60 mil, além de ter passado a cobrar o preço de mercado para os contratados a partir de outubro de 2015

Muitos bancários aposentados do Itaú estão enfrentando dificuldades para arcar com os altos valores do plano de saúde.  Uma parte conseguiu, por meio de liminares na Justiça, a redução das mensalidades. Contudo, algumas decisões estão mudando o entendimento e derrubando as decisões provisórias. 

Com isso, o Itaú entrou com ações judiciais cobrando a devolução dos valores retroativos que haviam sido reduzidos por decisões liminares da Justiça, e que em alguns casos chegam a R$ 60 mil.

Diante deste cenário, os aposentados estão procurando o Sindicato para cobrar a inclusão desta questão na pauta de discussão com o banco. Contudo, o Itaú não aceitou renovar o comitê gestor de saúde, fórum que era integrado por representantes dos trabalhadores e do banco para tratar questões relativas ao tema.

“Os aposentados só entraram na Justiça porque o banco virou as costas, e o aumento chega 300%. E não é verdade que essas pessoas oneram o plano, uma vez que o plano passou a ser individualizado”, ressalta o secretário de Saúde do Sindicato e bancário do Itaú, Carlos Damarindo.  

“Essas pessoas dedicaram suas vidas para o banco por mais de 30 anos, e quando chegam à velhice, na hora em que mais precisam do plano de saúde, as mensalidades ficam impagáveis, e justamente quando a renda deles diminui por conta da aposentadoria. Para completar, o banco ainda cobra na Justiça a devolução dos valores que foram reduzidos por meio de decisões judiciais”, critica Damarindo.

Além de repassar os altos valores para os aposentados, o Itaú ainda passou a cobrar o valor de mercado para os funcionários contratados a partir de outubro de 2015.  

Para tornar as coisas ainda piores, muitos trabalhadores oriundos dos bancos comprados pelo Itaú não têm direito à previdência fechada, porque a empresa não abriu mais essa possibilidade. Com isso, os altos custos das mensalidades do plano de saúde pesam ainda mais para os aposentados que só contam com as pensões do INSS.

O Sindicato cobra a reabertura das negociações com o banco a fim de discutir essas questões.  “Defendemos um plano coletivo e sustentável e transparente. Mas o banco está vendo apenas o lucro. Se lucrou R$ 26 bilhões em 2019, R$ 8 bilhões em 2020 e pode contribuir com R$ 1 bilhão para o combate à covid-19, pode muito bem subsidiar um plano menos oneroso aos aposentados, muitos dos quais desistiram, que é tudo aquilo que o banco quer”, afirma Damarindo.  

É de interesse do Sindicato negociar estes pontos, uma vez que há uma deficiência crônica na saúde pública. “Os trabalhadores que dedicaram a vida ao banco e precisam de um plano decente. Por isso queremos reabrir as negociações para que o banco reveja essas questões relacionadas ao convênio médico e que representam um valor altíssimo para os aposentados”, reforça o dirigente.   

Os aposentados do Itaú mantêm um grupo no Facebook onde são veiculadas informações do interesse destes ex-trabalhadores. Acesse por meio deste link

Fonte: SPBancários com edições Seeb Jundiaí

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