Sessão Solene da Alesp relembra Greve dos Bancários de 1985. Roberto Rodrigues é homenageado

Roberto Rodrigues, diretor do sindicato e secretário da a FETEC-CUT/SP, foi homenageado em evento que rememorou a greve histórica de 1985

Nosso diretor, Roberto Rodrigues, foi homenageado nesta sexta-feira (19), durante a Sessão Solene na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), em referência à Greve dos Bancários de 1985. 

A sessão foi uma iniciativa do mandato do deputado Luiz Claudio Marcolino e contou com a presença de líderes históricos do movimento sindical da categoria bancária, como João Vaccari, Gilmar Carneiro e Luizinho Azevedo.

Roberto Rodrigues foi o primeiro presidente da Associação dos Bancários de Jundiaí e Região, criada em 1986, como fruto das articulações de 1985, com o objetivo de fundar o sindicato

“Se não fosse a Campanha Salarial de 1985, talvez eu teria ficado apenas no banco”, destacou Roberto Rodrigues, em entrevista exclusiva para o nosso sindicato. “A campanha e a greve de 1985 proporcionaram o encontro de bancários que já estavam na ativa no movimento sindical, como Nilton Barbosa, Irineu Tacão e Antônio Cortezani”.

A Greve que mudou tudo.

Antes de 1985, a categoria bancária, embora numerosa, estava fragmentada e não tínha uma voz unificada. A falta de direitos, inflação e as péssimas condições de trabalho, fruto dos anos de ditadura, eram uma realidade em todo o país.

Mas, naquele ano, a insatisfação se transformou em ação.

A greve de 1985 foi mais que uma paralisação. Foi um movimento histórico. Em todo o Brasil, bancários e bancárias se uniram em uma só voz. A luta era por melhores salários, por condições de trabalho mais dignas e pelo reconhecimento da nossa força. 

Foi a primeira greve nacional, organizada de ponta a ponta pelo movimento sindical.

Em Jundiaí e região, mesmo sem a presença de um sindicato próprio, a mobilização foi notável! 

As agências foram fechadas e o encontro dos bancários e bancárias marcou o início de uma nova história.

O resultado daquela greve histórica foi a solidificação da categoria bancária, que saiu daquele movimento com a certeza de que a união era sua maior arma. E a prova disso veio logo nos anos seguintes.

Benefícios que hoje parecem essenciais, como o Vale-Alimentação, o Vale-Refeição e a Participação nos Lucros e Resultados. Tudo isso só foi possível porque a categoria aprendeu a lutar unida, com a articulação do movimento sindical.

Atualmente Roberto Rodrigues é diretor do nosso sindicato e também Diretor de Administração e Finanças da FETEC-CUT.

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