São Paulo tem mais de 66 mil pessoas vivendo nas ruas, revela entidade

Levantamento do Movimento Estadual da População de Rua de São Paulo mostra que o número de pessoas sem teto na cidade mais rica do país é quase o triplo do registrado em 2019 pela prefeitura

São Paulo tem hoje mais de 66 mil pessoas vivendo nas ruas cidade. É o que mostra levantamento do Movimento Estadual da População em Situação de Rua (MEPSR-SP). O número – 66.280 – é quase três vezes maior do que registrado pelo censo oficial da prefeitura de São Paulo, realizado em 2019, que apontou para 24.344 pessoas sem-teto.

A avaliação da entidade é que a crise econômica, agravada na pandemia de covid-19, provocou um aumento no número de pessoas em situação de rua. O presidente do movimento, Robson Mendonça, ainda adverte que, junto à emergência sanitária, houve uma mudança no perfil e nas necessidades dessa população.

“Há muitas famílias, famílias inteiras com crianças, inclusive crianças recém-nascidas vivendo em situação de calçada, procurando abrigos. Como a prefeitura não está preparada para isso, não tem abrigos para essas famílias, aumentou muito o número de pessoas em estado de vulnerabilidade social, chegando a mais do que 50%. Antes (da pandemia) havia uma procura (da população de rua) por documentação, cursos profissionalizantes, agora não. Eles procuram por barraca para ficar com as crianças e por alimentos. Buscam uma maneira de se abrigar, se alimentar e a prefeitura tem como atender as demandas deles. Mas isso não acontece”, comenta Mendonça à repórter Júlia Pereira, da Rádio Brasil Atual.

Fonte: RBA

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