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Santander/Real: negociaçãofrustra trabalhadores.

Os representantes das Comissões de Organização dos Empregados (COEs) do Santander e Real retomaram o ano com pressões em defesa do emprego e direitos dos trabalhadores frente ao processo de fusão. Na negociação do último dia 06 o banco protelou as definições sobre as principais reivindicações, dentre as quais a concessão de licença remunerada pré-aposentadoria e a criação de um plano de incentivo à aposentadoria.

A única concessão feita pelo banco foi a extensão do aditivo do Santander para o Real, onde concorda estender as cláusulas válidas aos funcionários do Santander para os bancários do Real. A extensão do aditivo do Santander para o Real representa um avanço significativo frente à incorporação em curso, pois abre brechas para unificarmos as práticas com melhores condições de trabalho.

No entanto, a postura do banco, de retardar a definição para as reivindicações é frustrante, uma vez que são questões de grande importância diante a fusão. O única reivindicação que se encontra em andamento é com relação ao programa de realocação, que é fundamental para evitar demissões e que requer continuidade. Nos casos de fusões, não são levados em conta os interesses dos empregados, sendo necessário a defesa do emprego e dos direitos. Além disso, é necessário cobrar que o banco cumpra o seu papel social como gerador de trabalho e renda.

Desta forma, é fundamental que os sindicatos e trabalhadores intensifiquem a mobilização de forma a pressionar o banco a apresentar proposta que seja capaz de preservar empregos e direitos dos trabalhadores envolvidos.

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