Santander no Brasil: Estrela do Mundo

Brasil amplia participação no lucro mundial do Santander PDF Imprimir E-mail
Seeb/SP   
13 /07 / 2009

O banco Santander anunciou esta semana que espera manter sua lucratividade em 2009 graças ao desempenho da filial brasileira, uma das mais rentáveis do grupo. Diante da retração nos mercados europeus, o Brasil deve elevar sua participação de 17% para 20% no resultado mundial neste ano, segundo José Antonio Alvarez, diretor financeiro da instituição.

“O Brasil e o Reino Unido vão aumentar a participação no lucro, enquanto o restante vai diminuir. No final, o resultado ficará igual ao de 2008”, disse Alvarez em matéria publicada pelo jornal Valor Econômico.

O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e funcionário do Santander Mario Raia destaca que a alta cúpula da direção do grupo sempre considerou o Brasil a jóia da coroa do banco. “Com a crise financeira internacional, nosso país se tornou ainda mais importante no resultado mundial do Santander. Esse cenário já vinha se desenhando nos últimos anos e é por isso que são absurdas as demissões em massa e o total desrespeito aos direitos dos trabalhadores que o Santander promove em nosso país”, ressalta.

De acordo com o Santander, o Brasil é o segundo mercado mais importante do grupo e só perde para a Espanha, de onde vieram 28% dos ganhos em 2008. O Reino Unido responde por 16%. No ano passado, o banco foi um dos poucos bancos globais a ter lucro – foram 8,9 bilhões de euros, 9,4% superior a 2007. A direção da instituição financeira considera que saiu como um dos “vencedores” na crise do sistema financeiro por ter conseguido se manter sem ajuda das autoridades e ainda distribuir lucros no ano passado.

Mário Raia lembra que o pesado da distribuição do lucro foi para os acionistas e que para os bancários sobrou um valor que não reflete nem o esforço do trabalhador e nem os ganhos financeiros do banco. “Com a crise, o Santander mudou o foco e valorizou a captação de recursos via rede de agências, já que ficou difícil tomar recursos de outro banco como antes. Ou seja, aumentou a importância do trabalho dos bancários, que têm se empenhado como nunca por causa do baixo número de funcionários”, afirma o dirigente.

“Estrela do mundo” – Para José Juan Ruiz, economista-chefe da Divisão América do banco, o Brasil está em situação privilegiada entre os mercados emergentes, sua economia deve se recuperar mais rapidamente da crise e, com isso, o país aumentará sua importância no resultado mundial do Santander. Os ganhos no Brasil devem vir da carteira de crédito, que vai continuar crescendo, mesmo que a um ritmo menor, e dos ganhos de escala com a absorção do Real.

Além da rapidez da recuperação, em apenas dois anos, não haverá a destruição de nenhum fundamento, seja de inflação, seja de câmbio, o que nunca se viu nas crises anteriores, acrescenta o economista. “E o Brasil é a estrela do mundo, onde quer que se vá, o país está presente”, destaca Ruiz.

 

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