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Safra demite em massa pelo não cumprimento de metas inatingíveis

Banco demitiu recentemente 147 bancários e bancárias, a maioria da Top Adviser, uma área relativamente nova no banco. Só em Jundiaí, já foram sete profissionais

A justificativa para as demissões foi o não cumprimento de metas, mas os trabalhadores reclamam, e com razão, que grande parte das metas eram inalcançáveis.

O Sindicato procurou o Safra e conseguiu negociar a interrupção das demissões em massa. “O banco planejava demitir mais funcionários, mas nós negociamos e o Safra se comprometeu a interromper os desligamentos em massa”, informa Flávio.

Em Jundiaí o banco já demitiu sete profissionais. O Sindicato reuniu-se com o RH do banco que afirmou não haver, por ora, intenção de mais demissões.

A mudança segue a linha dos demais bancos que têm demitindo em larga escala.

A previsão é de que o Safra demita cerca de 1.500 funcionários no país, segundo fontes de dentro da empresa.

‘’Não se pode iniciar um processo de reestruturação sem diálogo com a categoria e os sindicatos’’, destaca Antônio Bonifácio, diretor do Seeb Jundiaí e funcionário do Safra. 

De acordo com os sindicatos, as metas são inatingíveis porque a economia está parada, não tem gente abrindo mercado, não tem gente abrindo estabelecimento comercial.

”E está parada por conta da taxa de juros absurda praticada pelo Banco Central, e que o setor financeiro apoia. Com a Selic em 13,75% ao ano, quem vai deixar de especular para investir em produção? Então por um lado os bancos aplaudem a taxa de juros altíssima, por outro, o Safra estabelece metas que dependem do capital produtivo, que está represado justamente por causa da Selic nesse patamar. E aí, quando os trabalhadores não batem essas metas, fadadas ao fracasso, o banco demite em massa. É uma enorme injustiça”, destaca Flávio Monteiro, diretor do SEEB SP e bancário do Safra.

 

Demissões começaram em outubro

O Safra já havia promovido outra leva de demissões em outubro do ano passado. Na ocasião, foram desligados 160 trabalhadores, a maioria também da Top Adviser. Também naquele momento, o Sindicato de SP conseguiu interromper as demissões.

“Quando fundou a Top Adviser, o Safra buscou vendedores de produtos de luxo, que tinham boa performance nas suas áreas, mas não tinham experiência como bancários. Para trabalhar com produtos bancários, essas pessoas teriam que tirar as certificações da Anbima, mas muitos não conseguiram. Por isso foram demitidos em outubro passado. Conseguimos que o banco interrompesse os desligamento e desse mais um tempo para que esses trabalhadores tirassem o CPA-10 e 20. Só que agora o Safra volta a demitir, e dessa vez não mais apenas pela falta da certificação, mas pela exigência de metas que não podem ser alcançadas com a taxa Selic nas alturas”, volta a criticar Flávio Monteiro.

fonte SEEB SP

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