A reestruturação do Banco do Brasil continua trazendo transtornos para funcionários e clientes. Em Jundiaí, permaneceram 05 agências e 06 Postos de Atendimentos, com diversos funcionários recebendo VCP (Verba de Caráter Pessoal) por não terem sido realocados em outros locais de trabalho. Os principais atingidos foram os assistentes de negócios, pois a supressão de vagas foi muito grande e diversos funcionários perderam o cargo.
O Sindicato atua de forma constante no sentido de evitar maiores prejuízos aos envolvidos. Seja na Gerência Regional Jundiaí ou na Superintendência Estadual, os diretores do sindicato fiscalizaram o TAO Especial e buscam mediar situações e encontrar alternativas para quem foi prejudicado. “Nossa posição sempre foi contra a reestruturação que o banco fez, tanto no conteúdo quanto na forma. Temos cobrado a recolocação de todos, para que não haja prejuízos aos funcionários, nem profissionais e nem financeiros”, afirma Álvaro Pires, diretor do sindicato e funcionário do BB.
Outra preocupação é o atendimento realizado pelos PA, antigas agências. Nesses casos, houve redução do quadro de bancários e o gerente responsável pelo espaço recebe menos que um gerente geral, no entanto, precisa se responsabilizar e prestar contas do trabalho executado na unidade. “Sem dúvida, é uma forma de precarizar o trabalho e reduzir o número de funcionários, isso desvia a finalidade das agências. “Estamos preocupados se o banco manterá o atendimento para a sociedade do mesmo modo, com condições de trabalho e a qualidade. Estamos atentos”, diz Silvio Rodrigues, diretor do sindicato e também funcionário do Banco do Brasil.
O BB prossegue com medidas de ajustes, na esteira da reestruturação e do PEAI. Foram 9409 funcionários desligados pelo programa. O Banco lucrou mais de R$ 100 bilhões nos últimos treze anos e agora busca realizar um ajuste para cortar gastos, controlar a inadimplência e aumentar a rentabilidade. As taxas de juros cobradas pela Instituição já estão entre as mais altas do mercado financeiro, na contramão da política adotada nos últimos anos. “O BB foi protagonista na última década, tanto em rentabilidade quanto em expansão de ativos e carteira de crédito. O BB não pode perder a essência de banco público e com função social, tampouco pode prejudicar os funcionários. Estamos mobilizados em defesa dos funcionários e da instituição”, finaliza Paulo Malerba, funcionário BB e diretor do Sindicato.
fonte: Seeb Jundiaí