Presidente do BB faz pouco caso da empresa

Em evento no Rio de Janeiro, Rubem Novaes afirmou que a empresa deveria ser privatizada

Durante um evento no Rio de Janeiro, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou que a venda de estatais como o BB e a Caixa não está em cogitação, mas disse estar “convencido” de que o Banco do Brasil deveria ser privatizado. Novaes defendeu que o BB, que lucrou mais de R$ 13 bilhões em 2018, estaria “melhor na mão do setor privado”.
”É lastimável a colocação do presidente do BB, comprovando que ele de fato não conhece o funcionamento do banco e o papel que a instituição desempenha na economia”, avalia Paulo Malerba, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região. Segundo Malerba, o BB é um dos bancos com a melhor eficiência operacional, com grande lucratividade e de imensa importância para as políticas públicas do país, como o crédito rural, sobretudo a agricultura familiar, o Fies e linhas de crédito para empresas.
Malerba destaca a necessidade do Banco do Brasil para o país. “A linha adotada pelos bancos privados não atende ao interesse da sociedade. Se abrirmos mão do BB como um banco público o governo perde um instrumento de suma importância para suas políticas públicas e também um instrumento que pode servir para equilibrar o setor financeiro, com a  oferta de crédito de longo prazo e taxas de juros menores. Por isso os bancos públicos tem se mostrado tão importantes em todo o mundo”, conclui.
Eficiência comprovada 
O BB é um dos responsáveis por cerca de 70% do volume de créditos concedidos para a agricultura familiar. Segundo dados do Plano Safra 2016-2017, sem os bancos públicos e o Pronaf, os agricultores teriam que pagar até 70% de juros ao ano, o que provocaria encarecimento dos alimentos que chegam à mesa do trabalhadores e pressionaria a inflação. Com os bancos públicos e o crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da agricultura familiar), a taxa varia entre 2,5 e 5,5% ao ano, em especial para arroz, feijão, batata, tomate, cebola e laranja.
Além disso, a eficiência do Banco do Brasil é comprovada. Segundo os Relatórios da Administração e Demonstrações Contábeis dos bancos, de 2015, a média de operações de crédito por agência do BB só ficava atrás de outro banco público: a Caixa Econômica Federal. Enquanto o BB apresentou, naquele ano, R$ 125,1 milhões em operações por agência, o Itaú, terceiro colocado no ranking, apresentou R$ 121,3 milhões.
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Crédito Rural: BB tem imensa importância nas políticas públicas do país

Foto: Thiago Sampaio e Vinicius Rocha

fonte: Seeb SP e Seeb Jundiaí

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