PPRS para todos é conquista da luta sindical, não “benefício” do Santander

É fundamental que o trabalhador do Santander tenha a consciência de que a PPRS é uma conquista da organização da categoria bancária

 

Na última sexta-feira 25, os bancários do Santander receberam a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o Programa Próprio de Resultados do Santander (PPRS) e o Programa Próprio Específico (PPE). Dada a forma como o Santander apresenta estes valores no holerite, o trabalhador pode ser induzido ao erro por acreditar que a PPRS é uma espécie de benefício do banco, uma benesse concedida pelo patrão. Ocorre que, assim como a PLR, a PPRS, que este ano foi de R$ 3.107,16, é fruto da luta sindical e negociada pelas entidades representativas em Acordo Coletivo de Trabalho.

“No holerite, ao invés de discriminar o que é o valor da PPRS e o que é o valor da PPE, o Santander junta os valores na mesma rubrica. Uma tentativa de apagar a luta sindical que resultou na PPRS paga para todos e negociada com o Sindicato”, enfatiza a diretora do Sindicato e coordenadora da Comissão dos Empregados do Santander (COE) Santander, Lucimara Malaquias.

Lucimara Malaquias, diretora do Sindicato e coordenadora da Comissão dos Empregados (COE) do Santander

A PPRS somente é discriminada no holerite, com rubrica própria, no caso dos funcionários de seis horas, trabalhadores de call center, que não recebem variável, o PPE.

“Ao não discriminar a PPRS no holerite, o Santander passa para o bancário a impressão de que aquele valor somado, da PPRS e PPE, é fruto apenas do resultado individual do trabalhador ao bater metas. Quando, na verdade, a PPRS é um resultado coletivo, negociado com o Sindicato, e que tem como único critério para definição do valor a ser pago o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) do banco”, explica a diretora do Sindicato.

“Inclusive, bancários que tiveram nota 2 e perderam a elegibilidade de receber a variável, recebem o valor da PPRS a título de Programa Próprio. Infelizmente, alguns gestores ‘vendem’ esse valor como uma benesse do banco, quando não é. É fruto de negociação coletiva e da luta histórica dos trabalhadores”, acrescenta.

Neste ano, conforme Acordo Coletivo de Trabalho, como a ROE do Santander foi maior que 13% e menor que 23%, todos os bancários receberam R$ 3.107,16. Caso a ROE tivesse sido menor ou igual a 13%, o valor da PPRS seria de R$ 2.570,07. Se a ROE fosse superior a 23%, o valor seria de R$ 3,231.45.

“É fundamental que o trabalhador do Santander tenha a consciência de que a PPRS é uma conquista da organização da categoria bancária. O banco não concede ‘benefícios’ por vontade própria. Tudo é fruto de muita luta. Converse com seus colegas, explique isso a eles, sindicalize-se. Juntos somos sempre mais fortes”, conclui Lucimara.

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Toda a categoria, mesmo quem não é sindicalizado, pode participar e indicar as prioridades para a Campanha Nacional até o dia 03 de junho. Participe!