Possível fusão entre BB e Caixa deixa funcionários das duas instituições em pânico

Há um clima de tensão entre funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Circula pelos gabinetes dos dois bancos a informação de que um processo de fusão entre eles estaria em estudo de ntro do governo de Michel Temer.

Aideia que circula entre técnicos da equipe econômica prevê a transferência de todas as operações da Caixa para o BB, com exceção da área imobiliária. Com isso, a Caixa se transformaria em uma agência imobiliária, responsável exclusivamente pelo financiamento da casa própria.

Essa proposta não é nova. Já circulou pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, mas acabou engavetada diante das fortes pressões de políticos e dos sindicatos, contrários à ideia. Agora, acredita-se que a fusão pode decolar, diante da imagem negativa que os bancos públicos ficaram ao serem usados pelo governo Dilma Rousseff para as pedaladas fiscais.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Douglas Yamagata, fundir a Caixa e obBB significa ignorar a importância dos dois bancos e o papel social que exercem para a sociedade. “Além disso, contribui ainda mais para a monopolização do sistema financeiro, deixando os bancos soberanos para cobrar juros e tarifas mais altas. Certamente, se isso ocorrer, haverá política de cortes e demissão voluntária aos funcionários. Portanto, a proposta de fusão é inadmissível aos trabalhadores. Só é aceitável para o governo Temer, que já está mostrando que quer entregar o país aos interesses privados”, comenta o  presidente.

Os empregados das duas instituições estão em alerta por temer que, com a fusão dos negócios comerciais e com a Caixa restrita ao mercado imobiliário, vagas sejam fechadas e benefícios, cortados. Muitos reconhecem que a saúde da Caixa, por causa do excessivo uso político nos últimos anos, não é boa e exigirá socorro do Tesouro Nacional. Mas acreditam que tudo poderá ser revolvido com uma boa gestão.

Fonte de dados: Correio Braziliense

Compartilhe!

Seu Banco

Seu Sindicato