Demissões e fechamento de agências motivaram uma série de protestos por sindicatos de todo o país
O ano de 2021 no Bradesco foi marcado pelo intenso processo de demissões e fechamento de agências. Mas a direção do banco promoveu outros ataques aos trabalhadores do banco nos últimos meses. Veja abaixo.
Mais de 8 mil postos de trabalho fechados em nove meses
A direção do banco eliminou 8.198 postos de trabalho em doze meses encerrados em setembro do ano passado. Entre setembro de 2020 e setembro de 2021, aforam extintas 765 agências e 120 postos de atendimento (PA).
As demissões e fechamento de agências motivaram uma série de protestos em sindicatos de todo o país.
Em nossa região, no lugar das agências tradicionais, foram abertas unidades de negócios. A maioria já não conta com vigilante nem porta giratória, colocando em risco a vida dos clientes e dos funcionários.
”Em Jundiaí, com exceção das agências Parque da Uva e Centro, o banco transformou tudo em agências de negócios, como ocorreu no Maxi Shopping, Eloy Chaves, na Ponte São João, Rua Pirapora, e na Vila Arens’’, conta Valdir Arruda, diretor do Sindicato.
Cajamar (Jordanésia) e Caieiras contavam com duas agências do Bradesco para atendimento geral. Agora, nas duas cidades apenas uma agência atende à população e a outra virou unidade de negócios.
Valdir lembra que além desse transtorno, não há caixas para atender a população, o que piora o cenário, formando filas e aglomeração dentro das agências.
Fechamento de prédios administrativos
Além do fechamento de milhares de postos de trabalho e centenas agências, em 2021 o Bradesco anunciou o encerramento das atividades em três prédios administrativos: Alameda Rio Negro, Santa Cecília e Nova Central, em SP.
Quadruplicação das metas
O Bradesco está triplicando e, em alguns casos, quadruplicando metas de vendas. Isso vem ocorrendo mesmo com diversas agências fechadas permanentemente, seja para sanitização por conta de casos de Covid-19 e gripe H3N2, ou desfalcadas com o afastamento de bancários por Covid-19 ou Influenza (H3N2).
O Movimento Sindical entrou em contato com a direção do banco para cobrar o fim das metas abusivas e deixar claro que essa cobrança abusiva, num momento crítico como o atual, é desumana e irresponsável.
Nosso Sindicato também orientou os bancários a continuarem denunciando assédio, as metas abusivas e demais problemas por meio dos nossos canais de comunicação, diretamente em nossa sede ou com nossos diretores.
O Sindicato também segue lutando pela continuidade e ampliação do teletrabalho na pandemia.
Falhas nos protocolos contra covid-19 em agências
Algumas agências do Bradesco têm apresentado falhas nos protocolos de proteção contra a Covid-19, o que motivou o Sindicato a realizar protestos nos locais.
Bradesco não ia dar folgas para gerentes de agência
Desde que foi anunciada a antecipação de feriados municipais da capital paulista para o período entre 26 de março e 1º de abril – o Sindicato recebeu diversas reclamações de gerentes gerais de agências do Bradesco, que ocupam cargo de confiança e não registram ponto, sobre a ausência de compensação para o trabalho nestas datas. Diante da situação, o Sindicato de SP entrou em ação e cobrou o Bradesco, que acatou a reivindicação da entidade e concedeu cinco folgas a estes bancários.
É fundamental se manter sindicalizado
A função do Sindicato é representar o interesse dos trabalhadores. E quanto mais força tiver a entidade, mais sucesso terá nas cobranças frente aos bancos, e no desfecho das reivindicações dos bancários. E quanto mais sucesso o Sindicato tiver, melhores serão as condições de trabalho, os direitos e a remuneração. Por isso, é fundamental se manter sindicalizado.
PROCURE O SINDICATO
* Fale com nossos diretores: (11) 4806-6650
*e-mail: [email protected]
*WhatsApp Business: (11) 4806-6651
*Sede: Rua Prudente de Moraes, 843, Centro – Jundiaí
(As denúncias ficam sob total sigilo)

fontes: Seeb SP / Seeb Jundiaí