É fundamental toda a categoria estar sindicalizada. Quanto mais força tivermos, mais sucesso teremos nas cobranças frente aos bancos
O ano de 2021 para os empregados da Caixa Econômica Federal foi marcado pela intensa campanha em defesa do Saúde Caixa, das condições de trabalho, do banco público e até mesmo nas próprias vidas dos trabalhadores, em face da pandemia. Temas estes que seguirão na pauta ao longo de 2022.
Veja a seguir os principais ataques da direção do banco e do governo aos empregados e à empresa pública cometidos nos últimos meses.
Respeito ao protocolo Covid-19
Enquanto o número de contaminações em decorrência da Covid-19 vem aumentando no país e na Caixa, o banco descumpre sistematicamente diversas medidas do protocolo de proteção.
Os sindicatos, junto com entidades representativas dos empregados da Caixa, se reuniram virtualmente, no dia 27 de janeiro, com representantes das Superintendências Regionais de São Paulo (SRs), para cobrar respeito estrito aos protocolos de prevenção à Covid-19.
Os empregados da Caixa realizaram, no dia 3 de fevereiro, atos em todo o país por medidas efetivas de proteção contra o contágio da covid-19 e por melhores condições de trabalho.
Visitas presenciais no auge da pandemia
Em um momento em que a curva de contaminações e mortes em decorrência da covid-19 aumentava cada vez mais, a gestão da Caixa obrigou gerentes PJ a visitarem os clientes, tendo como meta o número de visitas.
Os sindicatos cobraram o fim destas visitas e continuam monitorando as agências diariamente.
Convocação de trabalhadores ao presencial no ápice da pandemia
Em 20 de janeiro do ano passado, a direção da Caixa enviou comunicado para todas as unidades informando a continuidade do projeto remoto excepcional, em virtude da pandemia do coronavírus, até 31 de março de 2021.
Entretanto, o comunicado informou que caberia às vice-presidências ou diretorias estabelecerem um percentual entre 30% e 60% dos empregados de cada área em trabalho remoto.
Os sindicatos reivindicaram que todos os empregados em home office continuem trabalhando neste modelo, sem convocações para retorno ao trabalho presencial.
Ataques ao Saúde Caixa
A direção da Caixa, encabeçada por Pedro Guimarães, está atuando fortemente para implodir o Saúde Caixa, atacando assim o direito à saúde dos empregados.
Mesmo após a vitória dos trabalhadores de empresas públicas contra a resolução CGPAR 23, com a aprovação do PDL 342/2021, a direção da Caixa Econômica Federal insiste em aplicar a resolução, que não tem força de lei, o que inviabilizaria a permanência de milhares de trabalhadores no Saúde Caixa, ameaçando a própria sustentabilidade do plano de saúde.
A CGPAR 23 impunha um custeio de 50% pelos empregados, o que inviabilizaria o plano. Também impedia o registro do Saúde Caixa no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e o ingresso de novos participantes no plano.
Em agosto, a gestão Pedro Guimarães encerrou unilateralmente o Grupo de Trabalho sobre o Saúde Caixa, sem alcançar proposta de consenso, em um momento em que os bancários da Caixa Econômica Federal adoecem cada vez mais por causa da sobrecarga de trabalho gerada pela redução do número de empregados, do aumento do volume de atendimento e das metas; e do cenário imposto pela pandemia do novo coronavírus.
A despeito dos ataques da direção do banco ao Saúde Caixa, os empregados da ativa e aposentados aprovaram, em assembleia virtual realizada em outubro, a proposta para a sustentabilidade do Saúde Caixa.
Calote na PLR Social
Ao invés de distribuir 4% do lucro de 2020 linearmente entre todos os empregados, como prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, a direção do banco distribuiu 3%, justificando a medida com indicadores não negociados com a representação dos empregados e definidos antes da pandemia.
Em reação, no dia 27 de abril, empregados da Caixa de todo o Brasil fizeram uma forte greve pelo correto pagamento da PLR Social; em defesa da Caixa pública; por mais contratações; por melhores condições de trabalho e de atendimento à população; e inclusão dos bancários em grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19.
Sindicatos entraram com ação na Justiça para cobrar da Caixa o pagamento correto da PLR Social.
Caixa Seguridade: mais um fatiamento da Caixa
A direção da Caixa promoveu no dia 29 de abril a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade.
A Fenae, APCEF-SP e sindicatos se uniram no ato realizado em frente à Bolsa de Valores B3, em defesa da Caixa, contra as reestruturações, por contratações, pela vacinação prioritária aos bancários, temas sobre os quais a entidade encaminhou documento ao presidente do banco.
Empregados da Caixa relataram aos sindicatos a pressão para a comercialização das ações da Caixa Seguridade nas agências bancárias, de forma indiscriminada.
Pedro Guimarães revela intenção de privatizar Caixa
Em um evento realizado com investidores no fim de janeiro de 2021, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, reforçou a intenção da venda de fatias de subsidiárias do banco público, especialmente a seguridade, cartões, gestão de recursos, loterias e banco digital.
Mais de 80 mortes por Covid só na Caixa
Mais de 80 empregados da Caixa morreram em decorrência da Covid-19 em 2021, o que motivou o Sindicato a realizar uma série de atos em homenagem a estes trabalhadores.
Em mesa com a Caixa, empregados e entidades sindicais continuam fazendo um minuto de silêncio e cobrando mais proteção contra Covid-19.
Gestão atrapalhada e desmonte da Caixa expõem empregados das SRs de São Paulo
Erros na estipulação das metas e o desmonte promovido pela direção da Caixa levaram as quatro superintendências de rede da capital paulista a figurarem nos últimos lugares no acompanhamento de metas da Caixa.
O Sindicato de SP cobrou da direção do banco, além da suspensão das metas durante a pandemia, ajuste da mensuração metas, vacinação de todos os bancários e a contratação de mais empregados.
No auge da pandemia, a Caixa quis convocar 100% da TI para o presencial
No pior momento da pandemia de Coronavírus, com média diária de mortos por Covid-19 superando três mil óbitos, a direção da Caixa resolveu convocar, no dia 5 de abril, todos os empregados de Tecnologia da Informação (TI) – CEPTI, Cedes e Ciaus -, exceto os incluídos no grupo de risco, para retorno ao trabalho presencial.
Além de cobrar a Vipes e a direção da Caixa em mesa permanente de negociação, o Seeb SP enviou ofício ao banco questionando a medida e alertando para a possível responsabilidade civil e criminal da direção em caso de contaminações por Covid-19 decorrentes de erros desnecessários de gestão.
Após pressão, Saúde Caixa volta a credenciar hospitais em SP
Na fase mais aguda da pandemia de covid-19 no país e, em especial, no estado de São Paulo, a gestão do Saúde Caixa descredenciou o atendimento em dois hospitais que são referência no atendimento de mulheres gestantes: o Pró-Matre e o Santa Joana.
Após pressão de empregados e suas entidades representativas, os hospitais voltaram a ser credenciados pelo Saúde Caixa.
Assédio moral no Nação Caixa
O alto escalão da Caixa, diretores e vice-presidentes, foram constrangidos para fazerem flexões no palco do Nação Caixa, evento realizado em dezembro de 2021. O assédio moral viralizou nas redes sociais e chegou a ser noticiado por veículos da mídia hegemônica.
Contraf-CUT, Fenae e demais entidades sindicais irão realizar uma nova denúncia ao MPT (Ministério Público do Trabalho) contra o assédio moral na Caixa.
Após luta do Sindicato, Caixa reforça medidas de proteção
Após muita luta dos sindicatos e entidades representando os empregados, a direção da Caixa anunciou reforço nas medidas de proteção contra a Covid-19. Nosso Sindicato segue fiscalizando e cobrando mais ações que visem a proteção dos empregados, que ainda são insuficientes.
Trabalho na antecipação dos feriados
Após pressão do movimento sindical, a Caixa abriu apenas 128 agências na cidade de São Paulo, com expediente das 8h às 12h, somente para pagamento de programas sociais, nos dias das antecipações dos feriados na capital paulista por conta da pandemia de coronavírus, entre os dias 26 de março e 1º de abril. E apenas os empregados que se voluntariaram trabalharam nas datas.
Apcef/SP e sindicatos cobraram da direção da Caixa uma definição sobre o trabalho nas áreas meio durante os feriados antecipados na capital paulista.
Diante de denúncias de cobrança de metas durante a antecipação dos feriados, e após atuação do Seeb SP, a situação foi solucionada, e não foram mais cobradas metas, conforme compromisso assumido pela direção do banco.
“Apontamento de Condutas” por PQV: novo terror da gestão Pedro Guimarães
O chamado “Apontamento de Condutas” é a mais nova ferramenta da gestão de terror implementada na Caixa sob a direção de Pedro Guimarães. As entidades continuam cobrando da Caixa a suspensão do normativo CR444. E os dirigentes sindicais orientam os bancários a continuarem denunciando a prática.
Pedro Guimarães usa Caixa como trampolim político
A direção da Caixa criou uma superintendência nacional responsável pelas viagens do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, para acompanhar o presidente da República em inaugurações de obras que indicam antecipação de campanha eleitoral. A superintendência já foi apelidada de “CAIXATOUR”.
Problemas no Verocard
Desde que as queixas começaram a surgir, as entidades representativas dos empregados fizeram uma série de cobranças à direção da Caixa e expuseram com dados o descontentamento dos empregados e as deficiências da Verocard. Mesmo assim, a direção do banco se negou a solucionar a questão, alegando que o serviço oferecido pela Verocard estava de acordo com o edital.
PL quer retirar FGTS da Caixa
O deputado Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PSL-SP) apresentou um Projeto de Lei (PL), de número 2.995/20, que prevê tirar da Caixa a condição de Agente Operador do FGTS.
Na plataforma de consulta pública ao projeto, disponibilizada pela Câmara dos Deputados, as opiniões da população são contrárias à proposição.
CLIQUE AQUI e manifeste-se contra o PL 2.995/20.
fonte SEEB SP
É fundamental ser sindicalizado
A função do Sindicato é lutar pelos direitos e representar os interesses dos trabalhadores. E quanto mais força tiver a entidade, mais sucesso terá nas cobranças frente aos bancos, e no desfecho das reivindicações dos bancários.
E quanto mais sucesso o Sindicato tiver, melhores serão as condições de trabalho, os direitos e a remuneração. Por isso, é fundamental se manter sindicalizado.
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