População participa de ato contra reforma da Previdência no centro de Jundiaí

PEC 287

Ato mobiliza trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais no calçadão

Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e região fez mobilização no centro para alertar população sobre perigo da reforma

Acompanhando a convocação das centrais sindicais de todo o Brasil, o Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e região realizou nesta quarta-feira (15/3) um grande ato em protesto à Reforma da Previdência no calçadão da Barão de Jundiaí. Em todo país acontecem manifestações, inclusive com paralisação de bancos, escolas e transporte público.

Dezenas de entidades, incluindo sindicatos, Associação dos Aposentados e movimentos sociais mobilizaram o centro de Jundiaí em alerta aos ataques do governo federal contra a Previdência Social.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Douglas Yamagata, disse que a reforma vai inviabilizar a concessão de benefícios, representando, na prática, o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros.

Fé Juncal,  presidente da Associação dos Aposentados de Jundiaí e região, disse que a unidade da luta é fundamental contra este que, junto com a reforma trabalhista, é o maior ataque aos direitos dos trabalhadores e aposentados. “Estamos alertando toda a sociedade brasileira sobre o real objetivo desse retrocesso disfarçado de reforma. A população precisa saber que a meta do governo Temer  é privatizar nossa Previdência, retirando direitos históricos e enriquecendo bancos e grandes empresas que estão de olho nesse dinheiro que é do trabalhador brasileiro”, afirma.

Ela lembra que a aprovação da Pec 287 também vai atingir quem já se aposentou. “Além de exigir idade mínima de 65 anos para se aposentar e 49 anos de contribuição para a Previdência, o governo vai também desvincular o aumento da aposentadoria do salário mínimo. O mote deles é acabar com a previdência pública para dar lugar à previdência privada”, disse. Durante o ato, o Movimento Intersindical realizou uma pesquisa sobre a reforma que deverá ter resultado divulgado nas próximas semanas.

A mestre em filosofia política, Mariana Janeiro, liderança no Movimento Feminista em Jundiaí, disse que as mulheres são as maiores atingidas pela reforma de previdência e por isso devem se unir e dizer não ao retrocesso. “Não é justo carregarmos a sociedade no útero, no braço, nos ombros e não termos direito ao descanso”, afirma.

A Apeosp informa que dez escolas estaduais paralisaram suas ações nesta quarta-feira em Jundiaí. Ao final do ato, o Movimento Intersindical fez uma caminhada de protesto entre as ruas Barão e do Rosário, realizando a dispersão na igreja da Matriz.

No período da tarde, trabalhadores e lideranças sindicais de toda a região dirigiram-se para a avenida Paulista, em São Paulo, onde acontece um grande protesto contra as reformas promovidas pelo governo Temer.

Audiência

O Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí, que já conta com 16 entidades, também protocolou ofício solicitando audiência com o deputado federal Miguel Haddad (PSDB) para debater a Reforma. “Queremos saber qual é a posição do único deputado representando nossa região”, informam os sindicatos. O deputado agendou audiência com o Movimento para este sábado (18).

Entidades que participam do Movimento Intersindical

  1. Metalúrgicos
  2. Bancários
  3. Alimentícios
  4. Servidores de Jundiaí
  5. Servidores de Itupeva
  6. Apeoesp
  7. Construção
  8. Gráficos
  9. SinDAE
  10. Associação dos Aposentados
  11. Transportes Rodoviários
  12. Sintra Cargas
  13. Ceramistas
  14. Subsede da CUT
  15. Comércio
  16. Sinpro

 

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