Segundo o IBGE, o saldo de empresas no mercado vinha positivo por vários anos até 2013.
O Brasil perdeu 22.932 empresas em 2017, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta-feira (17). O saldo refere-se ao número de entradas e saídas: naquele ano, 676.444 empresas entraram no mercado e 699.376 fecharam suas portas, resultando no saldo negativo.
Este é o quarto ano consecutivo de perdas: no período de 2014 a 2017, a pesquisa revela que 316.691 empresas fecharam suas portas.
Ainda em 2017, o Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava 4,5 milhões de empresas ativas, que ocupavam 38,4 milhões de pessoas, sendo 31,9 milhões como assalariadas e 6,5 milhões como sócio ou proprietário.
Segundo o IBGE, o saldo de empresas no mercado vinha positivo por vários anos até 2013.
“Havia quase 4,8 milhões de empresas em atividade no País, com um saldo de 175 mil em relação a 2012, e o número de empresas crescendo. Mas esse número vem se reduzindo, com saldos negativos em todos os anos desde 2014, quando teve a maior queda, de quase 218 mil empresas”, explica a analista da pesquisa, Denise Guichard.
Conforme a pesquisa, nas empresas ativas, 60,8% do pessoal ocupado assalariado eram homens e 39,2%, mulheres.

Por setor de atividade econômica, as maiores taxas de entrada foram observadas em Eletricidade e gás (23,3%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (20,7%), Atividades profissionais, científicas e técnicas (20,1%), Atividades imobiliárias (20,0%), Construção (19,7%) e Informação e comunicação (19,3%).
Já as maiores taxas de saída foram em Construção (20,8%), Outras atividades de serviços (19,1%) e Informação e comunicação (18,3%). As menores foram: Saúde humana e serviços sociais (9,1%), Educação (12,5%) e Indústrias de transformação (13,7%).
fonte: recontaai