Entrevista Paulo Malerba
Aos 30 anos de idade, o diretor do Sindicato licenciado e vereador de Jundiaí, Paulo Malerba, se diz pronto para representar a categoria bancária nas eleiçôes para deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. A indicação do nome de Malerba partiu de uma discussão em âmbito estadual realizada por bancários e membros do PT.
A expectativa é de que o trabalho de campanha siga a linha ideológica de Malerba, com intenso diálogo e construindo uma candidatura propositiva que atenda aos interesses tanto de bancários quanto de todos os trabalhadores, da região de Jundiaí e no Estado. “Acredito na vitória, para isso dependo de muito trabalho e envolvimento das pessoas em nossa campanha”, revela.
Para conhecer um pouco mais do trabalho de Malerba e suas propostas, leia a entrevista abaixo:
Causou surpresa a escolha de seu nome para ser candidato?
Minha indicação partiu de uma discussão em âmbito estadual realizada por bancários e membros do PT. Eu estava acompanhando juntamente com o Douglas e o Gerson, portanto, não foi uma surpresa, mas uma honra receber esta indicação e ser aprovada na Convenção para representar tantas pessoas na Assembleia Legislativa.
Como foi construída a conjuntura de sua candidatura para essas eleiçôes?
Os bancários sempre tiveram uma importante participação na vida política do país. Sempre nos consideramos sindicato cidadão, que dialoga sobre os problemas sociais que vão além de nossa categoria. Neste contexto, apresentamos nomes às eleiçôes municipais, estaduais e nacional. Com o convite ao Ricardo Berzoini (bancário, deputado federal) para ir ao ministério das relaçôes institucionais, o Luiz Cláudio Marcolino (bancário, deputado estadual) tornou-se nosso candidato a deputado federal e, então, fui chamado após ampla discussão no Estado inteiro para ser candidato a deputado estadual.
Acredita que sua candidatura se amplia com o apoio dos bancários?
O apoio dos bancários é fundamental, tanto em Jundiaí quanto em nosso Estado. São importantes dirigentes, com militância e respeito da sociedade, que, dessa maneira, fortalecem a candidatura. Contamos com apoio de outros importantes movimentos, como da moradia, da saúde, gráficos, servidores, educação. Isto nos deixa mais fortes.
Qual sua expectativa para esta campanha?
A expectativa é de fazer um trabalho de intenso diálogo, apresentando propostas, ouvindo as pessoas e construir uma candidatura propositiva que atenda aos interesses tanto de bancários quanto de todos os trabalhadores, em toda nossa região e em nosso Estado. Acredito na vitória, para isso dependo de muito trabalho e envolvimento das pessoas em nossa campanha.
Qual o seu projeto para o mandato de deputado estadual?
Defender com prioridade a educação pública, que valorize os seus profissionais e melhore a infraestrutura das escolas; a mobilidade urbana, com melhor transporte público e investimentos do Estado em obras viárias, que hoje são absolutamente necessárias; trabalhar para que o Estado de São Paulo amplie sua parte no financiamento da saúde pública; pelo policiamento comunitário, mas próximo à população; pelo orçamento participativo. Ampliar a representação dos trabalhadores na Assembleia, com mais diálogo social e zelo pelos recursos públicos, que precisam retornar em serviços de qualidade para a população.
A população da região de Jundiaí sente a necessidade de um candidato que se identifique com as cidades, você está pronto para assumir esse desafio?
Sim, estou preparado. Conheço bastante nossas cidades, seus problemas e desafios. Sei que precisamos de soluçôes conjuntas para muitos municípios. As pessoas moram em uma cidade, trabalham em outra, usam serviços e precisam ser atendidas levando-se em conta suas demandas. Hoje os principais problemas que permeiam as cidades de nossa região são o trânsito e transporte, a segurança pública e a saúde. Precisamos enfrentar essas questôes com planejamento e muito trabalho.
Como avalia seu mandato como vereador de Jundiaí?
O meu mandato como vereador tem tido um grande reconhecimento da cidade e dos bancários. Estou sempre dialogando, ouvindo as pessoas e buscando trabalhar junto com a população para identificar, analisar e encaminhar soluçôes aos problemas. Realizei mais de vinte plenárias em diferentes bairros da cidade para ouvir e debater com a população. Criei o Fórum do Trabalho para debater os direitos dos trabalhadores. Neste período aprovei cinco leis na Câmara Municipal, que democratizaram, como no caso da Tribuna Livre em que qualquer pessoa pode falar durante a Sessão da Câmara; a lei que abriu as Atas Secretas e proibiu realizar qualquer tipo de reunião secreta na Câmara; a lei que tornou obrigatória portas-giratórias nas agências bancárias e nas Salas de Autoatendimento, garantindo maior segurança aos bancários e clientes e tirou qualquer possibilidade dos bancos a excluírem; as leis relativas à educação e ao esporte, que obrigam que os dados de recursos financeiros, estrutura física, materiais, quantidade de profissionais sejam divulgadas no site da Prefeitura em tempo real para acompanhamento da sociedade. Tem sido um período de bastante trabalho, mas que tenho conseguido avançar em temas importantes para o vereador.
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Considero importante a lei que tornou obrigatório as portas-giratórias nas agências bancárias para garantir segurança aos bancários e cliente, diante do aumento das tentativas de golpes e assaltos em agências, precisamos ter leis adequadas para segurança de todos.
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Qual sua avaliação sobre o governo de Pedro Bigardi em Jundiaí?
A administração de Jundiaí, que começou em 2013 na Prefeitura, tem apresentado melhorias como a construção das Unidades de Pronto Atendimento de saúde (UPAs) e na pavimentação de vias em diversos bairros. Acredito que precisa avançar e rápido – e sempre cobro isto na Câmara – para melhorar o transporte público e o trânsito na cidade de Jundiaí. Este é um problema sério que precisa de bastante atenção. Conseguir implantar bases da Guarda Municipal para ajudar na segurança pública e trabalhar melhor a política para tratamento de pessoas que usam drogas e inclusão de moradores de rua. A construção de novas creches para acabar com a fila devem ser também rápidas. São diversos temas, mas estes são bastante necessários.