Paralisações em todo país marcam dia de luta. Em SP houve confronto.

Nesta quinta-feira (22) houve paralisações em agências bancárias de todo país. Elas foram organizadas para protestar contra as terceirizações e também para manifestar a insatisfação da categoria com a proposta de reajuste abaixo da inflação, apresentada pelos bancos, na mesa de negociação de ontem.

“A terceirização é um mecanismo que prejudica toda sociedade. Funcionários terceirizados recebem menos e têm menos direitos. Os bancos não podem se utilizar desse instrumento para aumentar seu lucro em detrimento do respeito aos seus trabalhadores”, afirma Paulo Malerba, presidente do nosso sindicato. “O Santander foi escolhido como alvo das paralisações nesta manhã por ser o banco que mais substitui seus funcionários por terceirizados e também o que mais precariza as relações de trabalho”, informou.

Em Jundiaí, as agências do Santander da Barão e da Vila Arens foram paralisadas até o meio dia. Funcionários do banco foram informados sobre a paralisação e tudo correu bem, assim como em quase todo o país.

— Veja as fotos das manifestações em todo país

Em São Paulo, no entanto, na unidade Radar Santander, o banco usou a polícia para agir de modo truculento contra os bancários: “Foi lamentável a ação do Santander nesta manhã. Ele colocou a PM para agredir bancários e bancárias que se manifestavam pacificamente. Usaram de violência, com cassetetes, gás de pimenta e armas de choque, numa ação lastimável e injustificada”. comentou Malerba. Vídeos nas redes mostram a ação violenta da polícia.

O deputado estadual Luiz Carlos Marcolino, que também é bancário foi alvejado por uma arma de choque.

Nosso sindicato se manifestou em nota quanto ao ocorrido A Contraf-CUT também lançou uma nota de repúdio contra o ato lamentável.

Proposta indecente

Na mesa de negociação do Comando Nacional dos Bancários, realizada ontem (21), a Fenaban apresentou uma proposta de reajuste salarial abaixo da reposição da inflação. Deste modo a manifestação de hoje também referiu-se a essa pauta.

Cálculos do Diesse, feitos durante a mesa, mostram que o ajuste proposto pela Fenaban, de 85% do INPC, resultaria em perda de 0,57% na remuneração das bancárias e bancários e colocaria o reajuste da categoria entre os piores reajustes entre os 8.810 feitos em 2024.

“Seria inadmissível aceitarmos esse reajuste, por isso o comando rejeitou a proposta na própria mesa de negociação”, observou o presidente do sindicato. “Caso os bancos apresentem uma proposta realista, vamos convocar assembleias para que os bancários e bancárias decidam de aceitam ou não o reajuste, que, necessariamente deve proporcionar aumento real nos salários e demais cláusulas econômicas”.

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de greve, Malerba esclareceu: “Estamos no período de negociação na mesa e os bancos precisam levar a sério nossa reivindicação. Se não houver uma resposta favorável, a greve precisa ser considerada e será deflagrada”.

As negociações com a Fenaban serão retomadas na próxima terça-feira (27) e seguem nos próximos dias, até a sexta (30). A data base da categoria bancária é 1º de setembro.

 

 

 

 

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