Pandemia e ameaças no Itaú trazem pânico aos bancários

Cobrança de metas abusivas e de aderência mesmo com problemas sistêmicos diários têm adoecido trabalhadores

A gestão do superintendente das Centrais de Pessoa Física do Itaú tem demonstrado total desrespeito para com os funcionários do banco durante a fase mais grave da pandemia de Covid-19. Além do pânico de ter de viver em meio a este cenário, a cobrança de metas abusivas, de aderência e os problemas sistêmicos diários tornam a vida dos trabalhadores ainda mais difícil.

O dirigente sindical e funcionários do Itaú Antônio Soares, o Tonhão, lembra que muitas das denúncias que o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região recebe tem relação com essa superintendência.

“Tais ameaças vão desde citação de demissão, cobranças de metas por aplicativos como o Teams e o WhatsApp, metas abusivas de vendas, cobranças de aderência em meio à problemas sistêmicos diários não ajustados e mal explicados por parte do banco, entre outros. O fato é que o ano de 2021 já está marcado por ameaças e cobranças abusivas de metas feita pelos supervisores sob a autorização de gestores desta superintendência”, explica Tonhão.

A postura é contrária ao compromisso que o banco divulgou anterioremente, levando os funcionários à estafa psicológica e adoecimento por conta das cobranças impulsionadas após a divulgação do novo contrato de metas, que dificultou bastante a vida dos bancários.

“A grande questão é que o banco simplesmente rasgou o compromisso que foi divulgado por ele mesmo anteriormente e agora, de forma desumana, estraçalha com a saúde física e mental dos seus funcionários em plena pandemia”, diz o dirigente sindical e funcionário do Itaú Sérgio Lopes, o Serginho.

Serginho diz ainda que já há pontuação no portal dos funcionários em relação a aderência, mesmo que muitas centrais sofram com problemas sistêmicos sem qualquer tipo de ajustes descumprindo o acordo das centrais.

“Além do mais, a cobrança de vendas já ultrapassou o limite do tolerável, mostrando o lado cruel do banco e da superintendência que ameaça o trabalhador constantemente de demissão, contrariando outro compromisso do banco, de não demitir durante a pandemia”, completa o dirigente.

Após apurar as denúncias, o Sindicato reuniu-se na última quarta-feira (10) com representantes dos recursos humanos do banco, e estes se comprometeram a apurar as denúncias e buscar soluções para os problemas apresentados; e darem respostas em uma reunião futura, ainda sem data marcada.

fonte Contraf CUT

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