A Oficina Nacional de Planejamento do Projeto de Formação de Formadores e Formadoras Continuada: “Educação, Organização e Ação para as novas estruturas de trabalho no Brasil”, que encerrou nesta sexta-feira (14), foi marcada por intensos debates sobre as novas formas de trabalho de base e a disputa de hegemonia no contexto das transformações do mundo do trabalho, além do planejamento de ações para 2025.
O evento reuniu secretários e secretárias estaduais de Formação e Ramos da CUT, coordenações das Escolas Sindicais, equipe nacional de Formação, além de convidados e convidadas e foi promovido pela Secretaria Nacional de Formação (SNF/CUT) em parceria com a DGB Bildungswerk (DGBBW), organização de educação continuada da Confederação Alemã de Sindicatos (DGB),
“O mundo do trabalho é dinâmico e nós, que atuamos na defesa das trabalhadoras e trabalhadores, precisamos trocar experiências e nos manter atualizadas para responder a cada desafio”, afirmou Juliana Martinelli, funcionária do Banco do Brasil e dirigente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, que participou do evento.

Debate sobre disputa de hegemonia e trabalho de base
Dentre as atividades, houve uma feira de experiências, na qual representantes de alguns ramos da central (CNM, CNTE e Contraf) e das seis escolas sindicais da CUT compartilharam suas vivências de formação e trabalho de base. Através de fotos, materiais e elementos simbólicos, os participantes puderam conhecer e trocar experiências sobre as diferentes realidades e desafios enfrentados em cada local.
Em seguida, o educador popular Claudio Nascimento conduziu um debate sobre disputa de hegemonia e trabalho de base, destacando a importância de repensar as formas de organização e ação diante das transformações no mundo do trabalho.
O educador apontou diversos desafios enfrentados pelo movimento sindical, como a necessidade de mobilizar a juventude, utilizar as novas tecnologias de forma estratégica e combater a influência da extrema direita, que tem ocupado espaços importantes na sociedade.
Nascimento enfatizou a necessidade de o movimento sindical desenvolver novas metodologias de formação “Não é simplesmente dizer ‘nós temos que voltar para as bases’, porque as bases mudaram, nós precisamos voltar com os instrumentos que já desenvolvíamos, mas precisamos dar outra capacidade para esses instrumentos”, concluiu Nascimento.
Avaliar e planejar para fortalecer a formação
A Secretária-Adjunta de Formação da CUT, Sueli Veiga de Melo, apresentou um balanço das ações da Secretaria Nacional de Formação, destacando os pontos fortes, as oportunidades, as fragilidades e as ameaças para a formação.
Entre os pontos fortes, Sueli citou a realização do Plano Nacional de Formação, o fortalecimento da Rede Nacional de Formação e a execução da Formação de Formadores. Ela também mencionou os ataques permanentes da extrema direita e a falta de financiamento como desafios “Nós gostaríamos de ter feito muito mais, mas, na nossa avaliação, fizemos muito com o pouco recurso que tínhamos. Esperamos encontrar instrumentos de financiamento da nossa formação para avançarmos ainda mais”, afirmou Sueli.
Na sequência, a Secretária Nacional de Formação da CUT, Rosane Bertotti, apresentou o plano de ações da Formação para 2025. Bertotti destacou que a formação precisa de estratégia “A formação não é uma política em si mesma, ela precisa estar ligada às ações e estratégias da CUT”.
Nas ações planejadas para este ano, Bertotti reforçou que a formação estará alinhada com eventos importantes, como a 17ª Plenária Estatutária da CUT, o Dia do Trabalhador e o Grito dos Excluídos. Outra ação de destaque será a realização de ciclos de formação e diálogo sobre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), com o objetivo de debater a importância do evento, que acontecerá em novembro deste ano no Pará, para a classe trabalhadora.

Trabalhos em grupo
A programação de quinta-feira (13) encerrou com trabalhos em grupo por regiões e ramos, onde os participantes se dividiram para avaliar o plano de ações da SNF para 2025, definir as contribuições das escolas da CUT, secretarias estaduais e ramos para a formação da central e planejar as ações prioritárias para fortalecer a formação. Em seguida, alguns grupos apresentaram os resultados dos debates feitos.
A programação da oficina encerrou na manhã de sexta-feira (14) com o restante das apresentações dos planos de formação das regionais e ramos.
A Secretária Nacional de Formação da CUT avaliou que a oficina de três dias foi essencial para efetivar a ação da formação para o próximo período “A organização desse encontro resume a construção coletiva da Formação. Nossa oficina resultou no Plano de Formação da CUT Nacional, envolvendo as escolas sindicais, as secretarias estaduais de formação e ramos, compreendendo a importância da formação de base como uma política estratégica da organização da nossa central”.
Fonte: CUT e Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região