O Banco do Brasil registrou um lucro líquido ajustado de R$ 37,9 bilhões em 2024, um aumento de 6,6% em relação a 2023, com um retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) de 21,4%.
Esse ótimo desempenho foi obtido, principalmente, pelo trabalho dos funcionários e funcionárias que não pouparam esforços, inclusive para atingir as metas abusivas impostas pela diretoria do banco.
Visitando as agências do BB, encontramos uma situação preocupante. Funcionários e funcionárias adoecidas por estresse, depressão e burnout, alguns num nível inicial e outros mais avançado. Também constatamos diversos afastamentos por solicitação médica.
O uso de medicamentos (conhecidos como “tarja preta”) virou rotina no banco. Embora esses remédios tragam certo alívio momentâneo e sejam fundamentais em muitas situações, seu acompanhamento precisa ser criterioso, pois o uso prolongado ou inadequado pode agravar problemas de saúde.
Assim, enquanto funcionários e funcionárias estão cuidando de sua saúde pessoal, o trabalho no banco intensifica o adoecimento: “é como se remássemos contra a maré”.
O banco precisa repensar urgentemente a sua política de metas. Também entendemos que seria fundamental um programa estratégico voltado para a preservação da saúde dos empregados, junto à Diretoria de Pessoas (Dipes).
O Banco do Brasil deve continuar exercendo seu papel enquanto banco sólido e lucrativo, mas isso deve ser conquistado sem sacrificar a saúde de seus funcionários e funcionárias.

Por Álvaro Pires, funcionário do Banco do Brasil e diretor do sindicato
(Matéria extraída do Jornal dos Bancários – Jundiaí e Regional, Março-Abril/2025)