O assédio moral dentro das empresas tornou-se algo tão sério que passou a ser estudado por profissionais da área de saúde.
A revista ‘Saúde, Ética e Justiça da USP’ publicou neste mês artigo especial sobre o Assédio Moral. Para as pesquisadoras, o que mais desencadeia o assédio moral são as condições inadequadas de trabalho, enxugamento de pessoal, programas de demissão voluntária, atitudes, de superiores ou colegas, que ferem a dignidade, gerando constrangimentos e humilhação. Tudo isso podendo deflagrar o suicídio, uma das consequências extremas do bullying.
Para piorar esse quadro, a pressão abusiva por metas agora passou a ser diária. “Temos recebido denúncias sobre o número excessivo de audioconferências e mensagens via whatsapp, que intensificam esse clima de medo e disputa entre os funcionários”, informa Natalício Gomes, o Natal, diretor do Sindicato. “Isso também tem gerado o assédio individual que vem dos colegas de trabalho. Os bancos estão criando seus ‘capitães do mato”’.
Natal alerta que a cobrança abusiva acaba comprometendo o trabalho dos empregados, a produtividade do banco e, principalmente, o atendimento à população. E sugere: “imponha limites! Não aceite cobranças fora do horário de trabalho, nem mesmo por mensagens de whatsapp. Você vale muito! Não sofra humilhações ”.
Denuncie o assédio ao Sindicato. As ligações e mensagens são sigilosas.
França proíbe e-mails fora do horário de trabalho

Em 2017 começou a valer na França uma lei que dá aos trabalhadores o direito legal de ignorar e-mails e outras formas de comunicação de colegas e chefes quando estão fora do horário de trabalho. Chamada de “direito de desconectar”, a nova lei diz que as empresas têm de negociar com seus empregados os termos de comunicação.
#NãoSouObrigada(o)
- A responder mensagens fora do horário de trabalho
- A comprar produtos do banco para bater meta
- A comprar uniforme do banco
- A usar salto alto e gravata
- A tirar minha barba
- A esconder minha tatuagens
- A me calar diante do assédio
O que fazer?
- Resistir anotando e documentando com detalhes todas as humilhações sofridas
- Dar visibilidade procurando a ajuda dos colegas.
- Evitar conversar com o agressor sem testemunhas.
- Guardar documentos por escrito
- Procurar o sindicato e relatar o acontecido para diretores. Denuncie!
Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Importante:
Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser “a próxima vítima” e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
Fonte: assediomoral.org