Números de celulares de São Paulo poderão ter 10 dígitos

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou hoje que o conselho diretor aprovou uma proposta de consulta pública para alterar os sistema de numeração da telefonia, em especial dos celulares.

Clientes da telefonia móvel em São Paulo poderão ter de acrescentar até dois dígitos no número do celular, formado atualmente por uma combinação oito dígitos.

O processo, relatado pela conselheira Emília Ribeiro, prevê o atendimento da demanda das operadoras, que reclamam da falta de combinação de números nos grandes centros, principalmente para celulares da região metropolitana de São Paulo.

A iniciativa da Anatel prevê a ampliação do Plano de Numeração da Telefonia. A base do texto analisado, que será submetido à consulta pública, foi elaborado por duas áreas técnicas da agência, a Superintendência de Serviços Públicos (SPB) - responsável pela fiscalização do segmento de telefonia fixa - e a Superintendência de Serviços Privados (SPV) - que regula a telefonia celular entre outros segmentos do setor.

Os principais argumentos das prestadoras estão relacionados ao crescimento vertiginoso da telefonia móvel no país. 

Alguns executivos das companhias já afirmaram que a dificuldade de cancelamento de linhas pré-pagas inativas contribui para a não liberação de sequências não utilizadas para novos usuários.

Encerrada a fase de consulta pública, a proposta de alteração no regulamento voltará a ser analisado pela diretoria da agência reguladora e pode ser aprovado ainda este ano.

No último mês, o mercado de telefonia móvel deve ter superado 180 milhões de acessos. Os dados mais recentes divulgados pela Anatel, referentes a março, mostram que o segmento atingiu 179,1 milhões de linhas habilitadas, com adição de 2,3 milhões de celulares à base somente naquele mês, o que representa um crescimento de 1,32% em relação a fevereiro.

Apenas no Estado de São Paulo, a agência reguladora contabilizou 45,5 milhões de acessos, com 79,95% da base formada por linhas pré-paga e (36,4 milhões) e 20,05% de pós-pago (9,1 milhões).

O Estado tem a segunda maior tedencidade - indicador internacional para demonstrar o número de acessos por grupo de 100 habitantes. Em março, São Paulo atingiu a pontuação de 110,42, perdendo apenas para o Distrito Federal, que registrou 161,14.

Fonte: (Rafael Bitencourt | Valor)

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