Negociações com Mercantil do Brasil avançam

Representação dos trabalhadores obteve importantes conquistas nas propostas de PLR e bolsa educacional no Mercantil do Brasil

 

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Banco Mercantil do Brasil se reuniu com a direção do banco nesta quinta-feira (6) para dar continuidade às negociações sobre os programas próprios de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), tanto do banco quanto do Mercantil do Brasil Investimentos, sobre o programa auxílio educacional e o acordo de controle alternativo de jornada de trabalho/ponto eletrônico.

“As negociações foram tensas, mas conseguimos avançar em pontos importantes dos acordos. Conseguimos reduzir a meta do lucro em mais de 12 milhões, o que poderá ocasionar uma melhor remuneração aos funcionários em relação ao programa próprio de PLR, além do aumento dos múltiplos salariais dos escriturários, que representa avanço da nossa luta pela valorização de todos funcionários do Mercantil do Brasil, principalmente dos que têm menores remunerações”, afirmou o coordenador da COE do Mercantil do Brasil, Marco Aurélio Alves.

Avanços na PLR

Houve avanços em diversos pontos na negociação da PLR. O movimento sindical conquistou a redução de R$ 12,5 milhões na meta anual de lçucro líquido a ser atingido, que baixou de R$ 250 milhões para R$ 237,5 milhões. Com a proposta da representação dos trabalhadores de gatilho de 80% da meta atingida, os bancários do Mercantil do Brasil passam a receber a partir da obtenção de lucro de R$ 190 milhões, que representa uma meta de crescimento de 26% do lucro em relação ao obtido no ano passado.

Também foi conquistado o aumento no limite dos múltiplos salariais dos escriturários de agências, em torno de 1.000 funcionários, que passa de 1,7 salário para 2 salários em caso de cumprimento das metas do acordo próprio de PLR.

Outro avanço foi a inserção de cláusula sobre o não desconto do programa próprio sobre o adicional de PLR estipulado pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários.

Também houve alteração na cláusula décima, sobre revisão anual do acordo, que passa a ter maior periodicidade de reuniões entre a empresa e a representação dos trabalhadores para ajustes necessários devido às incertezas decorrentes da Covid-19.

Auxílio educacional

Em relação ao programa de auxílio educacional, o Banco Mercantil do Brasil aumentou o limite e o valor das bolsas. Eram 100 bolsas de R$ 250. Agora serão 120 bolsas de R$ 280. Os bancários contemplados terão direito a doze parcelas anuais.

Controle da jornada

Sobre o acordo de controle alternativo de jornada/ponto eletrônico, foi informado que o mesmo já foi analisado e aprovado em assembleia realizada na base territorial do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região. Dessa forma, não houve contestação dos demais sindicatos e o acordo será avaliado pelas assembleias locais e em conjunto aos demais programas propostos na presente negociação.

Outros assuntos

O Mercantil do Brasil se comprometeu a aderir à cláusula 61 da CCT dos Bancários, sobre prevenção de conflitos, mediante documento que está sendo desenvolvido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Também a construir uma agenda junto ao movimento sindical para discussões e apresentações de ações em relação à adesão às cláusulas da CCT dos bancários sobre prevenção à violência contra a mulher.

Os sindicatos irão aguardar nova redação dos acordos e, após análise da assessoria jurídica e técnica, poderão chamar assembleias específicas para apreciação dos funcionários do Mercantil do Brasil em suas respectivas bases territoriais.

Para a presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-CUT/MG), Magaly Fagundes, os avanços em relação às cláusulas de prevenção de conflitos e prevenção à violência contra a mulher, são pautas extremamente necessárias para valorização da vida e condições dignas às trabalhadoras e trabalhadores do Mercantil do Brasil. “Vamos continuar mobilizados para lutar e acabar com o assédio moral e melhorar as condições de vida dos funcionários do Mercantil do Brasil”, disse.

fonte Contraf CUT

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