Morre Antonio Galdino

Ex-vereador, que lutou em defesa dos trabalhadores, dos aposentados e pensionistas e da Previdência Social Pública, morreu na madrugada desta terça-feira (2). ”Antônio Galdino continuará sendo uma referência em defesa da justiça social”, diz Paulo Malerba, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região.


É com imenso pesar que o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, unido à Associação dos Aposentados de Jundiaí e região, comunica o falecimento de Antonio Galdino, uma das figuras mais importantes na luta pelos direitos dos aposentados e pensionistas no país.


Galdino nasceu em 25 de março de 1932, em Pinhal, interior de São Paulo. Foi vereador por três legislaturas em Jundiaí. De 1960 a 1963, pelo PSB, de 1997 a 2000 e de 2001 a 2004, ambas pelo Partido dos Trabalhadores de Jundiaí.
Galdino foi um dos precursores do movimento pela conquista dos 147%, em 1991.

Galdino em audiência com o ex-presidente Lula, em abril de 2005: em defesa do aumento das aposentadorias e da Previdência Social Pública.


Participou de diversas entidades em defesa dos trabalhadores e dos aposentados. Entre as principais atuações, Galdino foi dirigente do Sindicato dos Têxteis nos anos 50, presidiu a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e região por três gestões. Foi também eleito presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo (Fapesp) e secretário-geral da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap).

Com Fé Juncal e Marcos Tebom, que hoje ocupam as funções de presidente e vice da Associação dos Aposentados.

A sede da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí foi construída e inaugurada durante sua gestão. Antes disso, enquanto a nova sede era construída, a Associação funcionou dentro do Sindicato dos Bancários.


Por suas manifestações em defesa dos trabalhadores, foi perseguido durante a Ditadura Militar de 64 e viveu um período de autoexílio na antiga União Soviética.


Em 1994, Galdino concorreu como vice governador do Estado de São Paulo, junto com José Dirceu, pelo Partido dos Trabalhadores.

De acordo com Paulo Malerba, presidente do Sindicato dos Bancários, Antônio Galdino continuará sendo uma referência em defesa da justiça social. ‘‘Durante toda sua trajetória manteve a coerência e a determinação na luta pelos direitos sociais, por melhores condições de vida, sobretudo, pela dignidade de seu povo. Galdino plantou muitas sementes da esperança no mundo, contribuições que vão se refletir por bastante tempo. Suas ideias e seu legado permanecem”.

Paulo Malerba com Antonio Galdino em 2013

Galdino, que há anos residia em Campinas, deixa a esposa Deolinda França, dois filhos e netos.
O corpo de Galdino será velado e sepultado em Jundiaí. Ainda não há detalhes sobre horário do sepultamento.
A Associação dos Aposentados informa que está em luto oficial por três dias.

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