| A greve nacional dos bancários chega ao seu quinto dia com crescimento na adesão em todo o país. Só na região de Jundiaí a mobilização já atingiu mais de 61% de sua base. Segundo Douglas Yamagata, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, pelo menos 1.500 trabalhadores locais aderiram à paralisação. “O apoio e participação na greve tem aumentado por conta da indignação dos trabalhadores que veem a proposta da Fenaban como um grande desrespeito à toda a categoria”, disse o presidente.
São mais de 70 agências paralisadas nas nove cidades representadas pelo Sindicato regional. Em Jundiaí, até a tarde desta terça-feira (13), 43 agências aderiram ao movimento, representando 68% dos trabalhadores das agências na cidade. Yamagata destaca que os principais responsáveis pela greve são os banqueiros, que, embora continuem tendo lucros bilionários, ignoram a importância e os direitos dos trabalhadores, desrespeitando também seus clientes com atendimento sem qualidade e altas taxas de juros. “Os bancos são os principais responsáveis pela greve. É um setor que tem todas as condições de contemplar seus trabalhadores com mais contratações e um reajuste digno, visto que lucrou R$ 36,3 bilhões somente no primeiro semestre deste ano”, afirma. Segundo pesquisa feita pela Fundação Procon, os juros do cheque especial atingiram em outubro média de 12,28% ao mês, a maior desde setembro de 1995. No mês anterior, a média estava em 11,9% ao mês. Pior proposta dos últimos anos Entre as principais reivindicações dos bancários estão o reajuste salarial de 16%, incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real, PLR de 3 salários, mais R$7.246,82 e piso salarial de R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último). A Fenaban oferece reajuste de 5,5%, o que representa perda de 4% para os bancários em relação à inflação de 9,88%. “É a pior proposta dos últimos anos”, conclui Yamagata. |