Maioria das bases rejeita proposta da Caixa e greve continua

Empregadas e empregados da Caixa rejeitam proposta apresentada pelo banco em assembleias realizadas nesta sexta-feira (11)

A maioria das bases de empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal rejeitou, nesta sexta-feira (11), a proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico. Com a decisão das assembleias, a greve da categoria continua.

Em nossa base em Jundiaí e região, 54,23% favoráveis à manutenção da greve, enquanto 43,41% votaram pela aprovação do acordo. 2,46% se abstiveram: “Segunda-feira estaremos juntos na construção de um forte movimento!”, afirmou Letícia Mariano.

A coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, destacou que a decisão tomada pelas bases deve ser respeitada e valorizou o processo democrático de consulta à categoria. “A decisão dos empregados e das empregadas deve ser respeitada. As assembleias são o espaço democrático para que a categoria avalie a proposta e defina coletivamente os rumos da campanha. A mobilização continua e seguiremos defendendo os interesses dos trabalhadores e buscando a melhor solução por meio da negociação.”

As assembleias foram realizadas ao longo desta sexta-feira, após a Caixa apresentar uma proposta final na quinta-feira (10). Na ocasião, o banco informou que, caso os termos não fossem aprovados pela categoria dentro do prazo, retiraria a proposta e ingressaria com dissídio coletivo, situação em que as questões não seriam mais definidas por meio de negociação entre as partes, mas por decisão judicial. Por isso, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) havia orientado a categoria a avaliar os termos apresentados e deliberar coletivamente sobre os rumos da campanha.

Entre os pontos da proposta estavam a manutenção das cláusulas negociadas nas mesas de negociação de 2026, medidas relacionadas ao Saúde Caixa, avanços na Promoção por Mérito, ações de saúde integral, diversidade, flexibilização de ausências e questões relacionadas às condições de trabalho e atendimento.

Em grande parte do país a greve teve início na quinta-feira (10). Em Jundiaí e região ela começa no dia 14 e segue por tempo indeterminado.

Com a rejeição da proposta pela maioria das bases, a categoria mantém a mobilização enquanto são definidos os próximos passos da campanha.

Fonte: Contraf-CUT e Bancários Jundiaí

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