Lucro Recorde, Custo Social Elevado: O Contraste dos Três Gigantes Bancos em 2025

Os três maiores bancos privados com operação no Brasil

Itaú, Bradesco e Santander — fecharam o ano de 2025 com um lucro líquido combinado de R$ 87,05 bilhões. O montante, classificado por representantes da categoria como “estratosférico”, esconde uma realidade dura para trabalhadores e clientes: o avanço das demissões, o fechamento de agências e a precarização do atendimento.

Para o movimento sindical, cada centavo de lucro excedente representa um dreno na economia real, prejudicando a distribuição de renda e o crescimento do país.

  1. Itaú: O Campeão de Lucros e Cortes

O Itaú lidera o ranking com um lucro de R$ 46,8 bilhões, uma alta de 13,1% em relação ao ano anterior. Apesar da rentabilidade recorde, o banco eliminou 3.535 postos de trabalho em 2025.

  • O fator “Turnover”: O banco tem sido criticado pela alta rotatividade, substituindo funcionários experientes por novos contratos com salários reduzidos.
  •  Pamela destaca que esse cenário gera uma sobrecarga de trabalho insustentável e uma precarização visível nos serviços oferecidos aos correntistas.
  1. Bradesco: Metas Abusivas e Epidemia de Adoecimento

Com o segundo maior lucro (R$ 24,65 bilhões), o Bradesco registrou o crescimento mais expressivo do trio: 26,1%. No entanto, o custo humano tem sido alto.

  • Pressão e Saúde: O banco enfrenta críticas pelo uso do assédio moral como ferramenta de gestão. As demissões em massa sobrecarregam os que ficam gerando o que o sindicato chama de “verdadeira epidemia de adoecimento”.
  •  Gerson destaca ,enquanto as tarifas de serviços subiram 8%, a estrutura de atendimento foi minguada, sacrificando pais e mães de família em prol do balanço financeiro.
  1. Santander: Remessa para o Exterior e Terceirização

O Santander lucrou R$ 15,615 bilhões no Brasil, o que representa uma fatia vital do lucro global do grupo espanhol. O país é a segunda unidade mais lucrativa do mundo para a instituição.

  • Desbancarização: Em apenas um ano, o banco fechou 735 unidades de atendimento físico (entre agências e PABs) e cortou quase 6 mil postos de trabalho.
  • Manobra Contratual: O banco tem transferido trabalhadores para empresas do grupo (como a SSD) que não são classificadas como bancárias, resultando em salários menores e menos direitos.
  •  Natal destaca que o lucro obtido através da exploração da população brasileira serve, em grande parte, para sustentar a sede na Espanha, enquanto a rede física no Brasil é desmantelada.

Resumo dos Resultados (2025)

Banco Lucro Líquido Crescimento (vs 2024) Postos de Trabalho/Agências
Itaú R$ 46,8 bi +13,1% -3.535 postos de trabalho
Bradesco R$ 24,65 bi +26,1% Alta nas metas e assédio moral
Santander R$ 15,61 bi +12,6% -5.985 postos / -735 unidades

O cenário de 2025 revela bancos cada vez mais digitais e lucrativos, porém menos comprometidos com a função social de gerar empregos de qualidade e manter o atendimento humanizado à população.

 

 

 

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