Lucro do Santander na América Latina cada vez maior

O lucro do Grupo Santander cresceu no primeiro trimestre na América Latina 14,6% mais que no primeiro trimestre de 2009. O Brasil teve resultado recorde e já representa 21% dos lucros do grupo: R$ 1,763 bilhão nos três meses do ano, duas vezes mais do que o apurado um ano antes, de R$ 832 milhões.

O Santander aumentou a concessão de créditos no Brasil em 21%, diferentemente do que fez em outros países. Os depósitos de clientes subiram 24,4%. 

Para o banco, a recuperação na América Latina deve continuar, com crescimento entre 4% e 4,5% este ano na região devido ao avanço do consumo e do investimento privado.

No México, o lucro cresceu 31,8% e no Chile 14,7%. A Argentina teve aumento de 14,8%. A base de clientes do grupo na América Latina cresceu 37,7 milhões, com um aumento de 1,6 milhões nos últimos 12 meses. Mesmo com essa expansão, o Santander reduziu o número de escritórios em 4,9% e de empregados em 8,5%.

Alguns números do balanço

Segundo o jornal Valor , as despesas de provisão para crédito de liquidação duvidosa ficaram em R$ 2,403 bilhões no trimestre, acima dos R$ 2,360 bilhões registrados no ano anterior.

A carteira de crédito total estava em R$ 139,910 bilhões ao fim do trimestre, ou 2% maior do que os R$ 137,117 bilhões verificados em igual intervalo de 2009. No padrão BR GAAP, a carteira de crédito, sem avais e fianças, somava R$ 144,124 bilhões.

O índice de inadimplência, pelo critério IFRS, correspondeu a 7% entre janeiro e março, acima dos 6% marcados um ano atrás. Pelo padrão BR GAAP, o índice de inadimplência acima de 90 dias foi de 5% para 5,4%.

Ao fim de março, os ativos totais do Santander Brasil somavam R$ 316,049 bilhões, crescimento de 9,1% no comparativo aos R$ 289,699 bilhões do trimestre inicial de 2009.

Lucro global sobe 5,7% no primeiro trimestre

Maior banco da zona do euro, Santander apurou ganhos mundiais no primeiro trimestre melhores do que o esperado, com forte crescimento no Brasil e na Inglaterra, minimizando um fraco desempenho do mercado imobiliário. 

O lucro líquido subiu 5,7%, para 2,21 bilhões de euros (US$ 2,95 bilhões), acima da previsão da Reuters com analistas de 2,10 bilhões de euros.


Portal Terra e Valor Econômico

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