Lucro de R$ 3,5 bilhões tornam inadmissíveis dispensas e rotatividade no Santander

Neste primeiro semestre de 2010, a filial brasileira do Santander atingiu a marca de $ 3,5 bilhões. A cifra corresponde a 22% do resultado mundial, o mesmo percentual alcançado na Espanha, país de origem da instituição.

No mesmo período do ano passado, a fatia do lucro no Brasil, R$ 1,01 bilhão, representava 18% do total, enquanto o país europeu tinha 27%. Um dos destaques no Brasil foi o crescimento de 9,2% da carteira de crédito.

De acordo com o presidente do banco, Fabio Barbosa, o crescimento da fatia brasileira tende a continuar “O Brasil deve crescer mais que outros países, com perspectivas de ultrapassar a Espanha”, afirmou, durante entrevista coletiva.

Para o diretor da FETEC-CUT/SP, Alberto Gomes Maranho, o resultado reflete o esforço dos bancários em seus locais de trabalho. “O lucro mostra que o banco pode e deve valorizar seus trabalhadores combatendo a sobrecarga de trabalho, principalmente nas agências. Além disso, tornam injustificáveis demissões na instituição fazendo-se necessária a discussão de realocação dos trabalhadores, novas contratações e fim das terceirizações”, afirma.

Nesta segunda-feira (2), o banco apresenta os dados preliminares do centro de realocação implantado no ano passado. A apresentação, que foi adiada várias vezes por conta da Copa do Mundo, dará subsídio para as entidades sindicais cobrarem mecanismos contra rotatividade no banco. A partir das 14h, no Salão Nobre do edifício Altino Arantes (ex-Banespa), no centro da capital paulista.

 

Por Lucimar Cruz Beraldo

Fonte: Fetec-SP/Cut

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