Desde o ano 2000, 28 de fevereiro é considerado o Dia Internacional de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos (LER), ou Distúrbios Ósteo Musculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Pela primeira vez uma doença profissional foi considerada uma questão de saúde pública mundial.
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Infelizmente essas enfermidades fazem parte da vida de muitos trabalhadores bancários. Entre os principais sintomas estão dores nas mãos, punhos, antebraços, cotovelos, ombros e pescoço, que se não tratados podem desencadear sérios problemas à saúde física e mental.
As principais causas dessas doenças são: cobrança cada vez maior por aumento na produtividade, pressão para o cumprimento das metas, atividades operacionais em posturas incomodas por longos períodos, rapidez e movimentos repetitivos. “Muitos trabalhadores têm sérias complicações de saúde decorrentes das LER/Dort, e isso ocorre por falta de prevenção, que deve ser tida como prioridade. Esta deve ser tanto nas questões de ergonomia física, cognitiva ou organizacional. Além disso, é importante que existam políticas nacionais de prevenção”, afirma Aline Molina, presidenta da FETEC-CUT/SP.
Vale ressaltar que as empresas devem emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) em qualquer suspeita de LER/Dort e não apenas em caso de acidentes. “A emissão da CAT nesses casos é fundamental para que sejam identificados os locais com condições precárias de trabalho e cobrarmos responsabilidade das empresas”, reforça Rosângela Lorenzetti, diretora de Saúde e Condições de Trabalho da FETEC-CUT/SP, que completa: “Caso o trabalhador tenha dificuldades, deve procurar ajuda no seu sindicato”.
Fonte: Seeb Jundiaí com Fetec-CUT