Itaú tem de voltar a reembolsar 48 sessões de psicoterapia

Em plena pandemia, sem nenhum aviso prévio, banco reduziu a restituição deste atendimento clínico para 24 sessões por ano

O Sindicato acionou o Itaú para cobrar o restabelecimento do reembolso de 48 sessões de psicoterapia por ano. Em plena pandemia causada pelo coronavírus, o banco reduziu a restituição para 24 sessões, sem aviso prévio. 

“Por causa da crise causada pela pandemia, muitos empregados do banco são os únicos das suas famílias que estão trabalhando, e o banco promoveu esta mudança que irá onerar ainda mais os trabalhadores justamente durante este período que gerou uma série de problemas psicológicos e financeiros para as famílias”, protesta Carlos Damarindo, secretário de Saúde do Sindicato e bancário do Itaú. 

“Não é justo que o banco mude as regras sem nenhum aviso aos trabalhadores e sem conversar com o movimento sindical. Tudo que é do interesse coletivo têm de ser discutido com o Sindicato para que se alcance um consenso”, afirma o dirigente.   

Damarindo avalia que o Itaú também ganha quando os trabalhadores fazem acompanhamento psicoterápico. “Os bancários que passam por este atendimento clínico conseguem desenvolver suas atividades e atribuições profissionais com mais qualidade. Por tudo isto, queremos discutir com o Itaú para que o banco volte o reembolso de 48 sessões anuais”, reforça o dirigente. 

Cobrado pelo Sindicato, o banco alegou que a quantidade de sessões está acima da legislação, e que para determinadas patologias, a cobertura das sessões pelo plano pode chegar a 48 sessões. 

“Mesmo com essa justificativa, os bancários não podem ser pegos de surpresa, e o banco deveria procurar o Sindicato, pois temos um Grupo de Trabalho de Saúde que trata sobre demandas relacionadas ao tema. E mudanças dessas proporções devem ser debatidas”, afirma Carlos Damarindo.

“Isso mostra mais uma vez que a saúde dos trabalhadores não está na prioridade do banco que doou R$ 1 bilhão para campanha contra o covid-19, mas que transfere para os seus próprios trabalhadores os custos para tratamentos clínicos”, finaliza o dirigente. 

Fonte: SPBancários

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