Resultado, o melhor da história dos bancos no Brasil, representa crescimento de 10,2% na comparação com o ano anterior. Em 12 meses, banco eliminou 5.110 postos de trabalho; apenas no último trimestre foram 1.845 empregos a menos

Em 2019, o Itaú alcançou lucro líquido recorrente de R$ 28,363 bilhões, o maior da história dos bancos no Brasil. O resultado representa crescimento de 10,2% na comparação com 2018. A rentabilidade ficou em 23,7%, aumento de 1,8 ponto percentual. Mesmo assim, o banco eliminou 5.110 postos de trabalho. Apenas no último trimestre foram 1.845 empregos a menos.

“Não existe justificativa para um banco cortar mais de cinco mil empregos no mesmo ano em que registra o maior lucro da história, superando o resultado do próprio Itaú em 2018. Esse tipo de gestão é a razão do número cada vez maior de bancários adoecidos. São menos pessoas trabalhando para bater metas cada vez maiores. O resultado é a precarização do atendimento, sobrecarga de trabalho, assédio moral e o adoecimento físico e mental do trabalhador”, critica a dirigente sindical e secretária de Comunicação do Sindicato, Marta Soares.

“Um banco que opera como concessão pública e que mesmo em período de crise econômica bate recorde de lucro deveria ter responsabilidade social, oferecendo retorno à sociedade na forma de geração de empregos e bom atendimento. É lamentável que o Itaú siga exatamente na direção contrária, como revelam a redução absurda dos postos de trabalho e o fechamento de 372 agências físicas em 12 meses”, acrescenta.

Somente com o que arrecada com tarifas e prestação de serviços, receita que teve alta de 5,6% e alcançou R$ 40,5 bilhões nos primeiros nove meses do ano, o Itaú cobre 150% do total de suas despesas com pessoal, incluindo a PLR.

Outros números

As receitas de intermediação financeira apresentaram crescimento de 4,1%, com destaque para as receitas de crédito, com elevação de 9,8%, chegando a R$ 81,9 bilhões; e para as receitas financeiras de seguros, previdência e capitalização, que chegaram a R$ 17,3 bilhões, com elevação de 40,3%.

A carteira de crédito avançou 10,9% atingindo R$ 706,7 bilhões. No segmento de pessoa física, o crescimento foi de 13,6%, com destaque para cartão de crédito (17,4%), crédito pessoal (19,4%) e veículos (19,3%). No segmento de empresas, o crescimento foi de 11,9%.

O índice de inadimplência foi de 3% do total das operações de crédito.

Fonte: SPBancários

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