Itaú lucra quase 8 bi e inicia processo de demissões

Como já era previsto pelo movimento sindical, a fusão entre Itaú e Unibanco iniciou o seu processo de ajustes na estrutura com cortes de funcionários. Houve demissões nas corretoras de valores e nos bancos de investimento e de atacado. Estas são áreas onde os salários são mais altos e há maior sobreposição de equipes. Nestes setores, houve visivelmente maior número de demissões aos funcionários do Unibanco.

 

Na área de atacado e corretora onde havia 50 e 60 analistas do Itaú e Unibanco, ficaram com 25 profissionais, ou seja, menos que a equipe original do Itaú, que era de 30 analistas.

 

Segundo nota emitida na sexta-feira os cortes podem chegar a 100 funcionários nas três áreas (corretora, investimentos e atacado). Há informações de que ainda haverá cortes na seguradora do Unibanco, de diretores de nível médio do banco e no private banking.

Também é esperado o fim do banco de investimentos do Unibanco e fechamento da financeira do Itaú, a Taií.

 

A maior dúvida é na área de varejo da nova instituição que conta com 105 mil funcionários. Embora Roberto Setúbal tenha afirmado que não haverá fechamento de agências e que os empregos serão poupados, pessoas ligadas ao banco dizem que os ajustes na estrutura de varejo demandam redução de custos de 20% a 30%. A direção do banco garante que a “rotatividade natural” de funcionários nas duas instituições fará boa parte do ajuste, ao longo dos próximos 2 a 3 anos.

 

Desde o anúncio da fusão, o movimento sindical bancário busca alternativas contra as demissões. “As primeiras demissões não atingiram diretamente os bancários das agências, mas intensificaremos as pressões contra as demissões. Daremos continuação na negociação para a realocação de funcionários”, afirma o diretor do sindicato e funcionário do Itaú Elvis Carlos Bartholomeu.

 

Lucro em 2008 - O Itaú Unibanco Banco Múltiplo divulgou nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, o lucro líquido de R$ 7,8 bilhões referente ao exercício de 2008, ante o resultado anterior de R$ 8,474 bilhões.

 

Considerados apenas os resultados do quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 1,871 bilhão. O resultado foi afetado por eventos não recorrentes, como os custos da integração e equalização de critérios contábeis. Sem eles, o lucro teria sido de R$ 2,34 bilhões.

 

O grupo, que teve a fusão anunciada em 3 de novembro do ano passado, fechou o ano passado com ativos totais de R$ 632,7 bilhões, consolidando a primeira posição no ranking de ativos das instituições financeiras do país. A carteira total de empréstimos do banco, incluindo avais e fianças, somou R$ 271,94 bilhões, o que representa um crescimento anual de 33,9 %.

 

Devido à expectativa de piora nos níveis de inadimplência, o Itaú Unibanco fez provisões adicionais de 4,7 bilhões de reais para operações de crédito. Na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2008, o índice de inadimplência do grupo subiu de 4,6% para 4,8%. A maior taxa foi nas operações de varejo, que subiu de 7,9% para 8,1%.

 

A instituição atribuiu a decisão ao “ambiente econômico atual e às incertezas a ele relacionadas e incorporando parcela referente aos riscos associados a um cenário mais pessimista para 2009/2010, ainda não completamente coberto pelos cenários históricos observados no passado recente”.

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