O ano de 2025 escancarou as contradições do Itaú. Enquanto apresentou crescimento no lucro, o banco intensificou o fechamento de agências, extinguiu a função de caixa em diversas unidades, transformando-as em “agências modelo”, terceirizou caixas eletrônicos, retirou vigilantes e promoveu demissões em massa.
Para 2026, o cenário é ainda mais preocupante: o banco comunicou ao movimento sindical o fechamento de 47 agências apenas nos primeiros 21 dias de janeiro. Na nossa região, o impacto é evidente com o encerramento da agência 1951 – Nove de Julho, marcado para 14 de janeiro. Funcionários já estão sendo realocados, mas a pergunta permanece: até onde o banco pretende ir com esta política de desmonte?
O resultado desse processo é claro: menos empregos, pior atendimento, mais pressão sobre quem permanece e maior dificuldade para a população, especialmente para quem depende do atendimento presencial.
Mesmo com lucros elevados, o Itaú segue sendo um banco que adoece e demite, ignorando a saúde dos trabalhadores e o respeito aos clientes.
Prevemos, assim, um ano difícil, mas com a certeza de que nosso sindicato vai continuar lutando por mais empregos, melhores condições de trabalho e atendimento digno. Vamos continuar cobrando que o Itaú seja mais responsável, valorize o diálogo e coloque trabalhadores e clientes no centro do negócio — e não apenas o lucro.