Funcionários e BB voltam a tratar sobre o Economus

Em reunião com a CEBB, Banco do Brasil apresentou mudanças colocadas em prática do plano de saúde e no Fundo de Assistência social dos funcionários oriundo da Nossa Caixa; trabalhadores cobram e novas negociações serão realizadas

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu, nesta quinta-feira (17), com o banco e gestores do Economus para tratar sobre as mudanças no plano de saúde e no Fundo Economus de Assistência Social (Feas). O Economus é o plano de previdência complementar e o administrador da assistência médico-hospitalar dos funcionários do antigo Banco Nossa Caixa.

“Os gestores do Economus, que são indicados pelo banco, implantaram as mudanças sem sequer nos comunicar antecipadamente. Isso vai contra o que estabelecemos em nosso Acordo Coletivo de Trabalho”, criticou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. “As mudanças já estão valendo, mas conseguimos que o banco e o Economus retorne à mesa para negociarmos nossas reivindicações e a absorção dos ex-funcionários da Nossa Caixa pela Cassi”, completou.

Suspensão de adesões Economus Futuro

Foi solicitada pela CEBB a suspensão da adesão ao novo plano de saúde Economus Futuro e também dos reajustes dos planos FEAS, cuja alíquota passaria de  de 8% para 15,95% a partir de 1 de janeiro de 2021. A solicitação tem sido ignorada pelo Banco do Brasil, que detêm o voto de minerva no Conselho Deliberativo, além de toda diretoria indicada no Economus, praticamente assegurando sua vontade na gestão dos planos. 

“A melhor opção nesse momento é de que o trabalhador não venha a aderir ao novo plano Economus Futuro, que se assemelha aos planos de mercado, o que de alguma forma pretende expulsar os participantes do FEAS e afastar eventual responsabilidade que o BB tem com esses trabalhadores”, diz Getúlio Maciel, dirigente sindical e representante da CEBB pela Fetec-CUT/SP. 

ACT

Durante as negociações específicas com o Banco do Brasil na Campanha Nacional dos Bancários, o banco ficou de instaurar mesa de negociações para tratar das questões específicas de funcionários incorporados ao quadro do BB após a aquisição do Banco Nossa Caixa (do estado de São Paulo), do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Banco do Estado de Piauí (BEP).

Este ponto é tratado no parágrafo único da cláusula 58ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários.

“São questões importantes que o banco precisa tratar com a representação dos funcionários em mesa de negociações. Questões que já vem sendo cobradas há tempos do banco”, ressaltou o presidente da Federação dos Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS), Jeferson Rubens Boava.

Sem novas rodadas

Até agora, o BB não definiu nenhuma data para novas rodadas de negociação com os egressos da Nossa Caixa. “O mínimo que podemos exigir nesse momento é o devido respeito pelo Banco do Brasil, no sentido de negociar com seriedade, procurando dar a devida solução para essa situação difícil que passa o Economus, refletindo nos seus participantes”, ressalta Getúlio.

Ele lembra ainda que é importante também salientar que a Contraf-Cut foi aceita como amicus curiae no processo que tramita junto ao Tribunal Superior do Trabalho que trata da isonomia entre do BB e do BNC, no que diz respeito à Cassi e à Previ.

Fonte: ContrafCUT e SPBancários

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