Votação foi realizada na tarde desta segunda-feira (26)
Em assembleia realizada nesta terça-feira (26), a maioria dos bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil votou pelo encerramento da campanha salarial 2015 e retornarão às atividades nesta terça-feira (27). O Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região reuniu os trabalhadores de bancos públicos após receber nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
A assembleia contou com uma ampla participação da categoria, um total de 170 bancários. Entre os trabalhadores da Caixa Econômica Federal, foram contabilizados 80% de votos favoráveis, 19% rejeitados e 1% nulo. Enquanto para o Banco do Brasil, foram 59% de votos favoráveis e 41% de rejeição frente à proposta de reajuste de 10% para os salários, para a PLR, para o piso; 14% para os vales refeição e alimentação; e os avanços das questões especificas.
A paralisação começou no dia 6 de outubro e mais de 120 locais de trabalho de Jundiaí e região aderiram ao movimento. Douglas Yamagata, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí, reafirmou que a luta da categoria conseguiu consolidar mais um ano de reposição inflacionária, com aumento real de salário e derrotar a política dos banqueiros que queriam impor perdas à categoria e implementar a política prejudicial do abono.
“Temos a responsabilidade de assegurar que nossa categoria seja vitoriosa porque somos exemplo para toda a classe trabalhadora do país. Nós atingimos o maior número de agências em menor tempo, e podemos considerar esta como a segunda maior greve, atrás apenas da realizada em 2013. Podemos afirmar também que 2015 foi o ano em que os banqueiros estiveram mais irredutíveis, colocando a crise como centro das negociações. Por isso, o reajuste de 10% foi o limite, dentro das possibilidades na correlação de forças entre a categoria e os banqueiros”, explicou.
Histórico
A Campanha Salarial 2015 teve início antes da data-base, em setembro, com consultas e conferências e a montagem da pauta de reivindicações, com a minuta que foi entregue em agosto. Após cinco rodadas de negociações divididas por temas, foi deflagrada a greve no dia 6 de outubro. “O ideal é que os patrões entrassem num consenso e atendessem todas as reivindicações. Mas houve o argumento da crise, com a pressão da mídia, desqualificando nossa categoria para não nos dar aumento real, justamente porque somos parâmetro para a classe trabalhadora. E na primeira proposta vieram com o índice absurdo de 5,5%. Era imprescindível que conseguíssemos alcançar pelo menos a inflação, porque, se aceitássemos, seria uma perda imensa”, concluiu Douglas Yamagata.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região