Enquanto Pedro Guimarães sonha com a política, Caixa sofre as consequências

Imprensa informa que Bolsonaro deu coordenadas sobre o futuro político do presidente da Caixa: será seu vice em 2022

 

Segundo informações do jornalista Robson Bonin, na coluna Radar, publicada no site da revista Veja, em recente conversa com Pedro Guimarães, o presidente Jair Bolsonaro deu as coordenadas sobre o futuro político do presidente da Caixa: será seu vice em 2022 ou, caso isso não aconteça, terá seu apoio para uma vaga no Senado ou até mesmo para uma candidatura ao governo do Rio de Janeiro.

E não é de hoje que o projeto político de Pedro Guimarães está em curso. Desde 2019, no âmbito do projeto Caixa Mais Brasil –  que oficialmente tem o objetivo de aproximar a direção do banco de autoridades, empresários e lideranças locais – o presidente da Caixa já realizou mais de 97 expedições (número que deve chegar a 166 até o final de 2022), ao custo médio de R$ 50 mil por viagem, visitando mais de 140 municípios.

Nas suas andanças, Pedro já comeu bode, dançou quadrilha, tirou foto em mangue. O presidente da Caixa também é figura frequente nas lives de Jair Bolsonaro. Até maio deste ano, já acumulava 22 aparições.

Além disso, também de acordo com informações do jornalista Robson Bonin, Pedro Guimarães criou uma gerência na Caixa, com dezenove funcionários, apenas para gerir “eventos, visitas institucionais e o canal Fale com o Presidente”, a um custo mensal de R$ 300 mil.

“A estrutura da Caixa está a serviço do projeto político do presidente Jair Bolsonaro e da construção do nome de Pedro Guimarães como relevante no cenário eleitoral de 2022. A gerência criada para acompanhar as aparições públicas do presidente do banco já foi até mesmo apelidada de Caixa Tour. É lamentável a forma com que o governo federal e a gestão Pedro Guimarães aparelham politicamente uma instituição de fundamental importância para a vida dos brasileiros e para o desenvolvimento do país”, critica o diretor do Sindicato e empregado da Caixa, Dionísio Reis.

Dionísio Reis, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e empregado da Caixa

“Enquanto isso, a gestão de fato da Caixa está abandonada, as relações de trabalho estão cada vez mais precarizadas, e a gestão de pessoas é feita baseada na exploração extrema dos trabalhadores e no assédio moral. Quem acompanha de perto a gestão Pedro Guimarães, o empregado da Caixa, jamais votaria nele para cargo eletivo nenhum”, acrescenta.

Procurador pede afastamento de Pedro Guimarães

Nesta quarta-feira 8, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, teria apresentado representação no tribunal em que pede a investigação, e o devido afastamento, dos presidentes de Pedro Guimarães, além do presidente do BB, Fausto Ribeiro, por uso político das instituições no episódio do manifesto da Febraban. A informação foi publicada no site da revista Veja.

BB e Caixa ameaçaram deixar a Febraban após a entidade articular um manifesto onde defendia a harmonia entre os poderes, o foi considerado por Jair Bolsonaro e aliados um ataque ao seu governo.

“Este é mais um exemplo de como o governo Bolsonaro coloca instituições como a Caixa e o BB, que pertencem ao povo brasileiro, e não ao governo de ocasião, a serviço dos seus interesses políticos particulares. Os empregados da Caixa, junto com as suas entidades representativas, denunciam este absurdo há tempos. Se confirmada a representação do Ministério Público, avaliamos que é uma iniciativa positiva para os empregados do bancos público, que de fato servem à população e tanto se sacrificaram e se sacrificam em meio à uma pandemia, e também para o país. A Caixa pertence ao Brasil, não ao governo Bolsonaro e Pedro Guimarães”, conclui Dionísio.

fonte SEEB SP

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