Empregados da Caixa decidem pelo estado de greve

Paralisação está prevista para a próxima terça-feira (27) em todo o país

Os empregados da Caixa Econômica Federal aprovaram Estado de Greve, alertando que  poderão deflagrar uma  paralisação prevista para a próxima terça-feira (27/4), em todo o país.
A mobilização tem como objetivo denunciar a venda de fatias do banco 100% público, que acontece com a precificação do IPO da Caixa Seguridade, primeiro passo para a privatização da empresa pública.

Em Jundiaí, os empregados da Caixa aprovaram a deliberação com 100 % dos votos válidos, em assembleia virtual realizada nesta quinta-feira (22).

O Sindicato informa que os trabalhadores decidiram intensificar a mobilização para denunciar o fatiamento e enfraquecimento do banco, destacando que a decisão é acertada, ”em especial neste momento em que o governo Bolsonaro aprofunda os ataques, desconsiderando o papel social da Caixa durante a pandemia”.
A paralisação ocorrerá pelo período de 24 horas, com reuniões nos locais de trabalho e protesto em agências estratégicas para dialogar com os empregados e a população de um modo geral.
Além do IPO da Caixa, o governo e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, atuam para a venda de outras partes do banco – Caixa Cartões, Gestão de Recursos e Loterias.

Motivos para paralisar

O governo federal pretende abrir o capital de uma das operações mais rentáveis do banco: a Caixa Seguridade, no dia 29 de abril.

A gestão Bolsonaro também pressiona a Caixa pela devolução dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCDs) – contratos feitos junto ao Tesouro Nacional, que capitalizam o banco e permitem a ampliação da oferta de crédito, a diminuição da taxa de juros e o aumento da capacidade do banco em investimentos na habitação, saneamento, infraestrutura, entre outros.

As medidas vão resultar na queda de rentabilidade do banco e consequente enfraquecimento frente à concorrência privada.

A direção do banco pretende ainda criar uma subsidiária, chamada Banco Digital, com outro CNPJ, e transferir para a nova empresa todas as operações sociais do banco, como pagamentos do Bolsa Família, Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida (que será substituído pelo Casa Verde e Amarela).

Desta forma, o governo Bolsonaro vai promover um ataque massivo à Caixa, transferindo para o capital privado suas funções pública e social – o coração do banco -,  e sua parte mais rentável, a Caixa Seguridade, além da devolução dos IHCDs, que vão descapitalizar o banco, comprometendo sua capacidade financeira em benefício dos bancos e investidores privados.

Paralisação também é por condições de trabalho

Além destes ataques que, na prática, a gestão de Pedro Guimarães, sob o comando de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, não pagaram corretamente a PLR Social aos empregados. Os bancários perceberam o erro e os economistas do Dieese informam que a diferença é de R$ 1.593,43.

O estado de greve também está sendo deflagrado para cobrar da direção do banco melhores condições de trabalho e de atendimento à população, por meio de mais contratações, proteção contra a Covid-19 e vacinação prioritária para os empregados do banco.

Brasil Seguro é Caixa 100% Pública

Os sindicatos de bancários, junto à Fenae e à Contraf-CUT  lançaram, no dia 16 de abril, a campanha “Brasil Seguro é Caixa Pública”.

O objetivo é mobilizar, durante todo o mês de abril, entidades associativas e sindicais, os empregados e alertar os parlamentares e toda a sociedade sobre os graves prejuízos que a privatização vai causar ao banco e à população, em benefício do mercado privado.

com dados da Seeb Jundiaí e Seeb SP 

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