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Em Jundiaí, segurança deixa de ser prioridade para prefeito e vereadores

Prefeito pede e vereadores tiram obrigatoriedade das portas de segurança nos bancos

Houve um tempo em que trabalhar no banco era algo muito mais arriscado. Prova disso são os inúmeros filmes de assaltos que povoavam os cinemas, no século passado. Isso mudou porque – depois de muita luta do movimento sindical – a segurança nos bancos mudou. 

E uma das principais mudanças foi a instalação das portas giratórias.

De acordo com a Febraban, desde 2000, quando os municípios passaram a exigir a instalação das portas de segurança, o número de assaltos a banco foi reduzido em quase 90%.

Em Jundiaí, a lei foi instituída em 1996, com autoria do vereador e bancário Mauro Menuchi (PT). Em 2014, o também vereador e bancário Paulo Malerba (PT) escreveu o projeto que estendeu a exigência para a área dos caixas eletrônicos.

Alguns vereadores tentaram derrubar as leis, no ano de 2019. O sindicato atuou e eles retiraram o projeto.

No entanto, no meio da pandemia, o atual prefeito mudou o código de obras do município e retirou a exigência do dispositivo de segurança. O projeto foi aprovado pelos vereadores, que ignoraram a segurança dos bancários e clientes.

Agora, vamos trabalhar para que os bancos mantenham as portas de segurança nas agências e adotem essa medida nas novas edificações e reformas.

Mas essa não será uma luta tranquila. Há muita resistência dos bancos em manter as portas e garantir a segurança.

Essa situação indica que nós, bancárias e bancários, precisamos estar unidos e articulados para dialogar com os patrões, mas também com a sociedade.

Nas eleições municipais deste ano devemos exercer nossa cidadania e cobrar dos candidatos e candidatas um compromisso com a segurança nos bancos e outras pautas que fazem parte do nosso dia a dia, no mundo do trabalho e da cidade.

Gerson Pereira, secretário de comunicação do sindicato

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